Helena Prieto’s Blog

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CAEL – A qualidade no ensino aprendizagem em contexto online: uma teia de factores Fevereiro 4, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 7:29 pm
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umateia de factores de sucesso

Teia de factores de sucesso

No forum de discussão foram levantadas várias questões relativas aos factores de qualidade num curso online. Ficou claro que um curso online pode ter  um design instrucional de qualidade , mas isso, por si só  não é garantia do sucesso do curso. De facto há toda uma ” teia ” de factores que promovem a qualidade e o sucesso:

-o desing do curso tendo em conta os recursos da instituição e disponibilidade financeira;

– a credibilidade e o prestígio da instituição;

– a qualidade dos materiais pedagógicos;

– a qualidade de interacção entre os intervinientes ( professor/ aluno; aluno/ alunos)

– as actividades propostas e modos de as operacionalizar de forma a que os alunos se sintam motivados e interessados;

– o perfil de partida dos formando, considerando os seus interesses e competências

– a disponibilidade da turma para resolver colaborativamente as actividades solicitadas;

– as competências pedagógicas, científicas e tecnológicas do professor;

– o funcionamento amigável do sistema de suporte para o ensino online;

– facilidade de acesso aos materiais de estudo;

– facilidade de acesso 7/24h em todo o lugar;

– para o aluno é necessário possuir e saber usar equipamento tecnológico adequado.

….

Todos estes factores se conjugam, entreligam e deles depende o sucesso das aprendizagens e obviamente a qualidade dos cursos.

Como medir a qualidade dos cursos online? Sob que perspectiva? Da instituição ou dos alunos?

Para medir a qualidade dos cursos online há parâmetros e linhas orientadoras, estas podem incluir ou não o feedback dos alunos.

Há inclusivamente instituições que regulamentam os procediementos e aferem o grau de qualidade dos cursos online  como European Quality Observatory (EQO) (Observatório Europeu da Qualidade) para a promoção da qualidade para o E-learning.

Podemos observar que não há factores determinantes por si, mas existem os chamados factores chave  e os críticos .

Comentário meu:

A questão da avalição é sempre bastante complexa, porque ela própria é uma medida ou melhor uma referência para o sucesso. Mas será que há uma relação directa entre a qualidade de ensino e o sucesso de um percurso de aprendizagem?

Penso que esta é uma questão em aberto. Os factores de sucesso do percurso de formação não dependem só da qualidade do curso, mas também da motivação e do empenho do formandos. Isto parece-me que é uma verdade que se pode generalizar porque penso que é verdade para todos os processos de aprendizagem , independentemente de serem ou não feitos online. O que acontence é que o ensino/ aprendizagem online é uma inovação e a tecnologia permite incluir novos modos , talvez mais apelativos e holisticos de veicular a informação e também de interagir.

De todos os factores promotores de sucesso (entendendo como factores de sucesso tudo o que serve para motivar o formando e facilitar a sua aprendizagem) destaco o design amigável e visualmente atraente que permita um acesso simples e uma utilização correcta e intuitiva das plataformas ou outros ambientes virtuais de aprendizagem; a multiplicidade de formas de mostrar o conteúdo ( texto, som e imagem) de modo a abranger os vários tipos de aprendente; o acompanhamento e o feedback dos pares e professores. No desenho dos cursos online este aspecto, na minha opinião,  é crucial para que a interacção seja mais real. No entanto, nada disto será por si só determinante no sucesso dos formandos se estes não se empenharem, mas podem ser considerados aspectos para aferir da qualidade do curso.

O modelo conceptual de Klein et al (2006) aponta também para as características do formando enquanto elemento fulcral no sucesso final do curso.

Também penso que é necessário ter em conta alguns factores externos a todo o processo de ensino/ aprendizagem online que podem influenciar a qualidade e o sucesso final como por exemplo o prestígio de uma determinada instituição ou professores, o carácter inovador ou o desafio que representa para o formando ou o ” espírito do tempo” ou por outras palavras, a moda.

Penso que mais do a tecnologia fantástica, o design maravilhoso e apelativo, o que realmente faz uma grande diferença é a qualidade da interrelação que se vai construindo pelos actores no processo – os e-professores e os e- alunos-, a sua motivação, capacidade de entre ajuda e sensibilidade para perceber o outro e chegar até ele, em suma o diálogo pedagógico e o apoio que se dá e recebe, em suma a dimensão humana de todo o processo é sempre a chave do sucesso. E essa dimensão humana  é , já em si, uma enorme e complexa teia, em especial quando se trabalha com metodogias colaborativas de produção de conhecimentos em que os próprios entervenientes são também portadores de informação e conteúdos em permanente interligação.

Bibliografia: 

PENNA, Maria Pietronilla & STARA, Vera (2008) “Approaches to E-learning quality Assessment”. http://isdm.univ-tln.fr/PDF/isdm32/isdm_pietronilla.pdf

WISENBERG, Faye & STACEY, Elizabeth (2005) “Reflections on teaching and Learning Online:Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective”. Distance Education Vol.26, Nº3, (385-404). http://casat.unr.edu/docs/Weisenberg2005.pdf

 

MICO:Balanço da actividade 1 – uma reflexão Janeiro 24, 2011

Filed under: MICO — helenaprieto @ 9:54 pm
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Who are you?

Who are you?

Nesta actividade tive de lidar com conceitos totalmente novos para mim e tentar fazer algum sentido deles.  O trabalho realizado em colaboração com os meus colegas e posteriormente nos fóruns de discussão ajudaram a clarificar alguns conceitos e esclarecer muitas dúvidas, nomeadamente como se passa do nível do paradigma , para o da metodologia. Até ler um texto de Clara Coutinho e José Chaves, não conseguia perceber bem essa distinção.  Em termos gerais o paradigma, termo que se não me engano foi inventado por Thomas Kuhn, refere-se a um “ framework”, um referencial, a partir do qual são delineadas as metodologias.

Quanto ao estudo de caso, a sua definição também não é clara e unívoca pois a literatura apresenta muitas definições, pelo que  pode lançar confusão, até porque estamos no fórum a expor as nossas ideias com base nas leituras efectuadas e muitas delas não são consensuais. De qualquer forma os fóruns são bastante úteis para problematizar as questões e podermos percebê-las de vários ângulos, que são as visões/ entendimento dos colegas. Isto é sempre enriquecedor.

Um outro artigo , também de Clara Coutinho e José Chaves , disponibilizado pela colega Eduarda Rondão, foi crucial para compreender o porque da confusão e da dificuldade de entender o que é um estudo de caso. Através deste artigo compreendi que um estudo de caso, não tem de estar obrigatoriamente associado a um paradigma pré- definido, porque é a metodologia (alguns autores preferem chamar estratégias) de investigação que vai determinar o paradigma a inserir o estudo de caso em particular. Também percebi que embora pareça à partida incluir  uma miscelânea de estratégias de recolha de dados, este tipo de investigação têm de ser muito bem elaborado para ser válido. Mais importante do que saber em que paradigma inserir o estudo de caso é saber estruturá-lo. Os autores sintetizam alguns procedimentos bastante úteis para um investigador que pretenda fazer um estudo de caso, nomeadamente:

  • A definição clara do caso e a delimitação das suas fronteiras
  • Descrição pormenorizada do contexto em que o caso se insere
  • Justificação da pertinência do estudo e quais os objectivos gerais que persegue Identificação da estratégia geral,
  • identificando a opção por caso único ou múltiplo
  • Definir qual vai ser a unidade de análise
  • Fundamentação dos pressupostos teóricos que vão conduzir o trabalho de campo
  • Descrição clara de como, por quem e quando os dados vão ser recolhidos
  • Descrição pormenorizada da análise dos dados Justificação da lógica das inferências feitas ( se aplicável)
  • Descrição dos critérios que aferirão a qualidade do estudo

No que se refere a elaboração do fluxograma penso que a equipa fez um excelente trabalho, Esta actividade também foi uma total novidade para mim, pois nunca antes tinha usado fluxogramas. Através das actividades desenvolvidas apercebi-me de que um fluxograma, mais do que uma representação visual do processo, representa o entendimento das pessoas, neste caso da equipa. O processo de construção envolveu muita troca de opiniões e decisões para se chegar a um consenso quer na produção do fluxograma, quer numa fase de avaliação onde cada membro numa sessão de chat no gtalks apresentou a sua interpretação.

Na elaboração do fluxograma, apercebi-me das variantes possíveis, tendo em conta o campo de estudos em que se apresenta a tese, se é financiada ou não. Em suma, para além do entendimento do percurso, observamos alguns fluxogramas relativos a vários tipos de estruturação das diferentes fases de elaboração de uma investigação até chegarmos à fase final do nosso trabalho.

Como o tempo que pude dedicar a estas actividades não foi o que precisava ou seria desejável, foi graça a colaboração e compreensão dos meus colegas de equipa que ultrapassei muitas das dificuldades sentidas inicialmente.

 

MICO:Paradigmas- desenvolvimento da investigação cientifíca

Filed under: MICO — helenaprieto @ 8:07 pm
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paradigmas

paradigmas

Existem três paradigmas da investigação: O positivista, o interpretativo e o crítico.
O paradigma positivista tem origem na metodologia de investigação própria das ciências naturais. As suas características mais marcantes são:
1. A procura da objectividade;
2. Controlo e manipulação
3. Generalização
4. Previsão
5. Casualidade
6. Quantificação em grande escala.
O paradigma interpretativo é representativo dos estudos sociais. As suas características mais marcantes são a subjectividade e a intencionalidade; é circunscrito a um contexto específico, é ideográfico; é específico e não generalizável, visa a compreensão e a interpretação, é fluido e mutável e aberto a múltiplas perspectivas.
Esta metodologia obedece aos seguintes passo:
Identificação de um tópico; revisão da literatura; estabelecimento do design da pesquisa; recolha e análise da informação, elaboração de um conceito ou teoria; relatório das conclusões.
Os métodos naturalistas aplicam-se à etnografia; as suas fontes são a observação, entrevistas, documentos e narrativas e descrições detalhadas.
O paradigma crítico resulta da consciência dos limites dos dois paradigmas anteriores.
No campo da investigação educacional, em particular, observa-se a dificuldade de aplicar metodologias de investigação próprias das ciências naturais. Mas as metodologias interpretativas também nem sempre apresentam conclusões fiáveis.
http://cw.routledge.com/textbooks/9780415368780/A/Ch1.asp
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/ichagas/mi2/Fernandes.pdf
http://sites.google.com/site/grupometodologiaste/Home/paradigmas-de-investigacao
http://adrodomus.blogspot.com/2008/06/paradigmas-e-mtodos-de-investigao-em.html

Embora haja uma multiplicidade de modelos de investigação, a investigação científica segue determinados passos que são fundamentais para o desenvolvimento e validação do processo de investigação. No powerpoint que se segue, apresentam-se essas estapas.

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Da Sociedade em Rede à sociedade da Informação e do Conhecimento Abril 6, 2010

Filed under: ESR — helenaprieto @ 3:25 pm
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A evolução das redes

Das redes à REDE

A sociedade em rede e a sociedade da informação e do conhecimento são dois conceitos que se reportam a estádios diferentes de evolução das redes.

Podemos caracterizá-los tendo em conta alguns parâmetros que também vão evoluindo, nomeadamente o desenvolvimento de estruturas  de  software e hardware que suportam esse desenvolvimento das redes , inicialmente fenómenos isolados e experimentais com objectivos específicos e de acesso restrito a determinados grupos de interesses e instituições, para uma rede global – a Web.

Um outro parâmetro relaciona-se com o acesso e seus pré-requisitos em termos de know-how tecnológico. Neste aspecto verifica-se uma evolução  para uma maior facilidade de acesso e implementação de processos facilitadores desse acesso, os chamados softwares “user friendly” – aplicações que não necessitam de conhecimentos tecnológicos específicos à priori e cujo o uso permite ao utilizador fazer um percurso de aprendizagem implícito.

O parâmetro mais determinante na passagem da sociedade em rede para a sociedade da informação e conhecimento refere-se à possibilidade de criação de conhecimento a partir de uma base de conhecimentos disponíveis que vai de grupos restritos para o comum do cidadão, desde que este tenha acesso a um computador com ligação à Internet, e à sua capacidade de partilhar com os outros usando  as redes.

No estádio de sociedade em rede, existem muitas  redes com  objectivos específicos cujos membro terão de possuir à priori conhecimentos informáticos  para as usarem. Essas redes não estão acessíveis ao comum do cidadão por várias razões, a começar porque esse não é o objectivo principal das redes. Elas também não são intercomunicáveis entre si e estão restritas a locais geográficos e serviços  precisos.

Em termos de organização das páginas , elas estão organizadas por localização e não por conteúdos o que torna a pesquisa complicada.

 Com o tempo muitos desenvolvimentos tecnológicos convergem para a criação de um espaço mais global e estruturado de uma forma mais acessível para a navegação pelo cidadão comum.

Em 1990, o CERN , inventa a Word Wide Web implementado uma série de aplicações que permitem um uso mais fácil pelo comum dos cidadãos a saber:

-Páginas organizadas por conteúdos;

-Navegação mais simplificada , organizada em hipertexto, baseado em links de informação;

-Criação de um formato standard para os documentos em hipertexto – HTML  ( hypertext markup language)

-Protocolo de transferência do hypertexto – http ( hypertext  transference protocol)

– programas de navegação – browsers

– formato de endereço standard – URL ( uniform resource locator)

-Um pouco mais tarde na América (1994), o desenvolvimento do Netscape Navigator, vem facilitar mais a navegação online.

-Os websites conseguem comunicar entre si e tem um software que permite ligarem-se a qualquer aplicação na rede universal.

-Melhoramento da capacidade de disponibilizar, texto, som e imagens em banda larga.

As empresas e serviços conscientes das vantagens mútuas para elas e para os cidadãos vão construindo os seus lugares no ciberespaço, onde disponibilizam os seus serviços. É neste âmbito que se desenvolvem os projectos das cidades digitais, por exemplo, até porque as instituições compreendem mais claramente as vantagens inegáveis de se estar em rede, de alargar a sua existência física ao ciberespaço. O comércio e serviços expandem-se e consolidam-se  no ciberespaço , até porque oferecem  condições de acesso mais fáceis e imediatas. Estão apenas à distância de um click. O mundo entra através da Internet na casa do cidadão comum, aliciando-o e oferecendo novas vantagens em forma de serviços e produtos, facilitando a vida quotidiana cada vez mais. Por exemplo, serviços de online banking ou shopping tornam-se bastante apelativos porque respondem às necessidades quotidianas de forma simples, prática e eficiente.  São também imagem de modernidade e por isso um motor de desenvolvimento em si.

A sociedade em rede é a base para o próximo passo, a sociedade da informação e do conhecimento, sendo esta o seu desenvolvimento natural , porque é uma consequência da convergência de uma série de desenvolvimentos tecnológicos e da vontade que os cidadão também têm de a usar.

Esse desenvolvimento assenta também nos progressos tecnológicos recente que permitem ao cidadão comum ter um papel mais activo. Assim de uma mera perspectiva consumista, evolui-se para uma relação consumo/ produção quando o utilizador usa a rede não só para ter acesso a bens e serviços de forma mais imediata e fácil, mas quando através da rede construi também o seu próprio espaço  e conhecimento partilhando-o com os outros num eterno ciclo.

Esta atitude e possibilidade assenta numa nova evolução da Web – a Web 2.0 – que permite o acesso do cidadão comum a uma tecnologia mais fácil de usar porque não requer à priori conhecimentos informáticos específicos e aprofundados; é também mais acessível economicamente, e mais completa em termos de média pois incorpora sistemas multimédia, o que a torna também  mais apelativa.

Esta evolução permite o surgimento de uma nova figura , o PROSUMER – um termo que sintetiza esta nova relação com a rede – Simultaneamente de consumidor e de produtor.

O controlo e a disponibilização da informação é também um dos aspectos interessantes a considerar na evolução para a sociedade do conhecimento.

Na fase da sociedade em rede,  as instituições são as grandes detentoras do controlo da informação disponibilizada em rede, até porque só elas têm recursos económicos e saber tecnológico necessários para construir os seus espaços online.

No entanto, à medida que se vão desenvolvendo programas mais acessíveis e user friendly o cidadão comum tem a  oportunidade de usar essa tecnologia e criar os seus espaços e produtos.

Esta oportunidade é aproveitada e manifesta-se no crescimento sem precedentes nesta última década de sites e páginas pessoais.

Em termos de difusão do conhecimento a rede tornou-se um dos principais veículos de suporte.  E  é também o suporte do desenvolvimento das múltiplas áreas do saber cada vez mais interdependentes. A Web permite e suporta essa interdependência. Neste momento funciona de uma forma muito interactiva. È simultaneamente um inesgotável banco de informações sempre crescente e uma força de suporte à inovação, disponível 24/7 a todos os cidadão do mundo que disponham de um computador multimédia e de uma ligação á Internet.

O controlo da informação em moldes tradicionais deixou de existir a partir do momento em que todos podem publicar o que desejarem por um lado e, por outro, aceder ao que quiserem. As auto-estradas da informação, levam o todo o tipo de informação e conhecimento ao cidadão comum e este por sua vez tem a possibilidade de nelas navegar consoante os seus interesses de forma livre e sem restrições institucionais.

Isto põe um problema em relação à qualidade de informação que é produzida e divulgada e questiona  a própria noção de conhecimento e quanto um conjunto ordenado, estruturado e hierarquizado, validado pelas instituições que produzem e o passam.

Pierre Levy e George Siemens, por exemplo, chamam a atenção para o papel activo e para a responsabilidade que cada indivíduo têm na construção do seu próprio conhecimento, a partir de um vasto leque de informação das mais variadas fontes e suportes tecnológicos.

 

Objectos de aprendizagem : Produção e partilha de recursos Março 7, 2010

Filed under: AVA — helenaprieto @ 7:48 pm
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Os OERs são produzidos para serem partilhados. Porquê partilhar recursos de aprendizagem? George Siemens no artigo Why we should share learning resources?, publicado 29 de Maio de 2003 em elearning .org  apresenta e discute um enorme leque de razões.  A estes recursos chama-se objectos de aprendizagem. Em The Instructional use of learning objects , (2000) (O Uso instrucional dos objectos de aprendizagem) editado por David Wiley , podemos ver vários capitulos referentes à definição e uso dos objectos de aprendizagem.

Também de David Wiley podemos ver uma coleccção de artigos referentes a objectos de aprendizagem e o uso de OERs

Centrando-nos na importância da partilha de recursos, podemos ver que este  é um dos aspectos mais importantes no ciclo de vida de um recurso educacinal aberto, pois é através da partilha que se concretiza a construção de comunidades de saber e aprendizagem , cujas funções são entre outras as de produzir conhecimntos validos e actualizados, numa palavra inovar.

Os recursos educacionais abertas podem ser produzidos com esse fim em vista pela comunidade num regime colaborativo ou individualmente.  Muitos recursos tornam-se abertos quando as instituições decidem partilhá-los com outras instituições ou com o publico eme geral.

Actualmente cada vez mais instituições estão a optar por partilhar os seus recursos disponobilizando-os publicamante. Esta mudança radical de atitude, reflecte uma consciencialização  crescente de que a partilha de recursos é também uma forma de valorizar essses mesmos recursos  bem como as instituições que os detêm.

No prefácio do Relatório da UNESCO ” Towards Knowldge Societies” Koichiro Matsuura, Director -Geral da UNESCO, refere que

” if they ( societies) are to remain human and liveable, knowledge societies will have to be societies of shared knowldge.

” Open educational resources have a key role to play in opening access to knowldge and promoting its sharing across the divides, social and cultural.

Em Open Educational resources – Conversations in Cyberspace, editado por Susan D’ Antoni e Catriona Savage , refere-se  os objectivos ( Educação para todos)  e os desenvolvimentos deste movimento ” Open Educationa Resources”.

Em  http://oerwiki.iiep-unesco.org/images/c/c9/Unesco_oer_section3.pdf  são apresentados alguns motivos que levam os individuos e as comunidades a partilhar recursos.

Giving Knowledge for free apresenta razões para partilhar recursos gratuitamente. O Capítulo 4 pg 57

Towards a global infrastructure for sharing learning resources.  explica como proceder para que um recurso seja facilmente pesquisado e descoberto pela comunidade ou pelo publico em geral.

 

A geração digital:Prosumers mas não muito

Filed under: MREL — helenaprieto @ 7:26 pm
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Embora a internet através das ferramentas 2.0 possibilite a produção e partilha dos mais variados tipos conteúdos pelo cidadão comum, dependendo apenas de um computador multimédia e uma boa ligação à net, estudos recentes apontam a necessidade de se reforçar esta possibilidade junto da “geração digital”.

Serão os jovens realmente utilizadores activos da internet?

Donna Chu, no artigo “ In search of prosumption: Youth and the new media em Hong Kong” publicado na revista FM,Volume 15, número 2, 1 de Fevereiro, 2010 apresenta algumas conclusões que contradizem a visão esteriotipada de uma juventude de prosumers. De facto o estudo indica que há muito mais consumidores passivos do que prosumers activos.

Este estudo visa clarificar quatro aspectos referentes ao uso que os jovens fazem da Internet, nomedamente, as suas razões para estar online, a iniciativa dos jovens para a gestão de informação; a produção de conteúdo e a colaboração e partilha de actividades na Internet. As conclusões a que chegam revelam que a internet é usada com fonte de entretenimento, e nesse campo ultrapassa os média convencionais como a TV por exemplo. mas a forma como é usada não difere muito das audiências ou consumidores tradicionais.

Da percentagem(27%) que respondeu  ter como primeira razão para usar a internet a pesquisa de informação, não demostra estar familiar com as ferramentas de gestão de informação e capacidades relacionadas. Quanto à produção de conteúdo, destaca-se o blogging, mas com poucos updatings. Partilhar videos no youtube ainda era mais raro. Os videos partilhados no youtube são feitos com a webcam ou com o telemóvel. No que se refere a actividades de colaboração – textos tipo wikipedia – a maioria nunca tinha participado neste tipo de actividade. No entanto, estão muito mais habituados a participar na partilha de fotos.

 

OER – Open educational resources for a better global education Março 3, 2010

Filed under: MREL — helenaprieto @ 3:23 pm
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 “A journey of a hundred miles begins with one step” – Chinese proverbs.
 
Education as a social good is an aim that the XXI will probably achieve, through the widespread usage of open educational resources. 
What are they and in what ways can they help achieve this goal of Education for All?
Though a relatively new concept  ( see time line ) and approach to creation and sharing of educational resources, the movement has spread worldwide with advantages for everyone who wants or needs to improve her/his education.
In a away , I think this movement also responds to the  human need for seeking knowledge and improve itself and  doing so out of the boundaries  and constraints of traditional  institutions.
But ironically in more or less ten years this movement grew so considerably that it made possible  the first EOR university – the University of the people.
The most representative examples of these new way of producing and sharing knowledge is the wikipedia ( a pioneer project that is always expanding) and the MIT Opencourseware project.
The most important features  of these recourses are:
they are produced and validated by a community
they are made available for everyone to use them
Some can be modified ( translated, updated)  and redesigned to better suit  the educational needs of particular groups.
 The possibility of using them freely ( do n0t have to pay to have access to the resources)
All these features are harbingers of fundamental changes in the access to education.
Key concepts such as reuse, revise, remix, redistribute  are essential to understand the power of these resources and the change they bring about to the education process.
As for advantages for the educator we can point out that first of all in today’s society it is important to be up to date, so belonging to a community is a away to do it. Secondly it saves time, effort and money. Thirdly , it encourages pedagogical innovation.

As for students , what do they gain by using this  open educational resources?

If you are an independent learner , if you live in areas where established  educational resources are difficult to access,  or if you aim to improve your education beyond the e local offers available.

Using open educational resources is also a way to save time, effort and money.

Students are also able to use these resources and with them or from them create their own new resources and add them to the community.

As for experts, it also a way to promote their work and be known outside their institutions.

So basically producing, using, remixing and sharing open educational resources is good for everyone involved.

 

What about copyright?

How to give the credits to the producers?

First of all using open source material doesn’t mean that you can ignore copyright. In fact it is importnat to check for the copyright terms that are applied to the ewsources we want to use. A full copyright demands permission form its owner/ holder in order to be used or changed in anyway. In using these material we can chech for fair use conditions. The problem with this ” fair use ” concept is that it is not very well and legally defined, therefore subject to different interpretations.

However, copyright licenses also can promote and support the sharing and reusing of  educacional material by gicing legal possibility to the holders of sharing it. This is the case with most OERs. When using OERs users should look for  diffent type of licenses. For example OPen publication License means users are  free to copy, redistribute educational material in any electronic or non -commercial print form. There are also different forms of CC-BY – Creative commons attribuition License. ( see glossary)

Issues to consider when using OERs are their quality, completeness and appropriateness.

Issues to considers as a producer vary from the conditionsoffered by the institution for the production of OERs and the sharing of resources  to legal issues such as the choice of copyright licenses.

Consumers as producers:

OERs open up a new field of possibilities for both teachers and students to collaboratively design and create  learning material and activities.

The OER lifecycle is here represented in six stages:

OERs lifesycle

OERs lifesycle

1- Find resources online and offline;

2- Compose them into a learning resource;

3- Adapt  through remixing, updating the resources to suit the particular educational needs.

4- Use the resources for learning activities whether in formal or informal contexts;

5- Share- Make it avalilable for everyone to use it again.

OERs are the basis for wider educational movement – open educational  accessibility, appropriateness, accreditation and affordability are the pilars of this movements.

Issues to address when using OERs

1.students assessment;

2.quality of material, education and leanring

3.affordability ( funding)

4. global perspective ( quations sucha as digital divide and cross -cultural issues)

5. ccessibility and access ( technological requirements)

6. Appropriateness / adaptation

Encouragement

OERs will prbably become more valuable in the future;

Producers of OERs will improve with practise and support from a community

Possibility of peer-review and feedback.

This post is the result of a first reading on the OER Handdbook for Educators 1.0 (Introduction  and conclusion)