Helena Prieto’s Blog

Just another WordPress.com weblog

CAEL – Directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online Fevereiro 4, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 8:20 pm
Tags: , ,
qualidade na avaliação

No desenvolvimento desta actividade, foi-nos pedido um trabalho de grupo. O nosso grupo Developers, constituído pelo Joaquim Lopes, Paula Silva e Nuno Oliveira analisou  o artigo Considerations for developing evaluations of online courses (1). Para a comunicação o grupo utilizou o forum do grupo e o email, privilegiando assim a comunicação assíncrona. Decidimos iniciar a abordagem ao texto com a tradução deste. Cada elemento do grupo traduziu uma parte de acordo com o previamente estabelecido. Foi também sugerido utilizarmos ferramentas colaborativas de trabalho como um wiki ou um documento do google, acabamos por utilizar o próprio forum como espaço de trabalho onde fomos disponibilizando a tradução e a síntese. O resultado foi publicado no scribbord e encontra-se disponível online

O grupo lançou para debate a questão:

Se pretendesse construir um inquérito de avaliação da qualidade dos cursos online, quais seriam os principais aspectos que incluiria?

Pelo debate no forum chegamos à conclusão de que não existe o curso ideal, existem sim orientações que se podem organizar por tópicos:

– a instituição (fornecer as condições de desenvolviemnto de cursos de qualidade, os suportes tecnológicos e o apoio aos professores e alunos)

– a tecnologia disponível de suporte ao funcionamento do curso e as formas de comunicação

– o desing instrucional ( actividades mais colaborativas, estudos de caso…)

– os recursos e sua disponibilidade ( utilização de recursos actuias e de qualidade, com fácil acesso)

– as competências dos e-professor e a sua experiência ( competências, pedagógicas, científicas e tecnológicas)

– as competências dos e-alunos e suas experiências ( o perfil de partida do aluno e o domínio da literacia digtal )

– a disponibilidade dos intervenientes

Bibliografia:

ACHTEMEIER, Sue D.; MORRIS, Libby, V.; FINNEGAN, Catherine L. (2003) “Considerations for Developing Evaluations of Online Courses”. JALN 7, Issue 1.

 

http://www.edtechpolicy.org/ArchivedWebsites/Articles/ConsiderationsDevelopingEvaluations.pdfVolume

 

CARR-CHELLMAN, Allison & DUCHASTEL, Philip (2000) “The ideal online course”. British Journal of Educational Technology, Vol 31, Nº3 (229-241).

http://www.personal.psu.edu/users/k/h/khk122/woty/F2FHybridOnline/Carr-Chellaman%202000.pdf

 HERRINGTON, Anthony; HERRINGTON, Jan; OLIVER, Ron; STONEY, Sue & WILLIS, Jackie (2001) “Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units” In G. Kennedy, M. Keppell, C. McNaught & T. Petrovic (Eds.) Meeting at the crossroads: Proceedings of ASCILITE 2001 (pp 263-270).

TINKER, Robert (2001) “E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance”NASSP Bulletin, Vol. 85, No. 628, 36-46

 HOLSAPPLE, Clyde. W. & LEE-POST Anita (2006) “Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective”. Decision Sciences Journal of Innovative Education, Vol.4 Nº1 (pp 67-85)

Anúncios
 

Travelling without moving Abril 20, 2010

Filed under: ESR — helenaprieto @ 9:57 am
Tags:

 

Em Dune ( 1965), de Frank Herbert, os membros da Confraria ( Guild) viajam sem se moverem. Através do uso de uma especiaria ficam com a capacidade de dobrar o espaço e o tempo  e de se deslocarem nestas dimensões sem saírem do lugar : “Travellling without moving” – Viajar sem se mover.

De acordo com Paul Virilio a humanidade está neste caminho. A tecnologia quer a das telecomunicações e mais recentemente as novas TIC, quer dos meios de transporte, ambos cada vez mais sofisticados e rápidos, convidam e possibilitam a viajar sem se mover. A isto , o filósofo chama inércia polar.  Esta ideia é desenvolvida no conjunto de cinco ensaios  publicados em livro sob o título de Inércia Polar.

Nestes ensaios, o autor analisa o modo como a tecnologia evoluiu de forma a permitir uma inércia cada vez generalizada.  A imagem e a vertigem da velocidade são temas recorrentes nos seus ensaios. O digital reina de forma obvia. Carrega-se no botão envia-se a  mensagem, como um toque de magia, o controlo remoto é um must em todas as salas, simuladores( de voo, de condução, de jogos) são substitutos da experiencia real e física

Cada vez mais tudo é simulação – a ilusão e a realidade unem-se e confundem-se , confundindo-nos. O Homem inventou mecanismos para acelerar o tempo  e nele ficou preso , enredado.

 Quer os meios de transporte ( veículos dinâmicos) quer  as tecnologias de transmissão de imagens ( meios estáticos)  – televisão, vídeos, computadores, câmaras de vigilância.. – são “ máquinas de descer o tempo” de uma complexidade sempre crescente. Através delas a humanidade distancia-se da sua territorialidade , “ dobra “ o espaço e o tempo, sedentariza-se de forma irreversível.

A mundivisão de Paul Virilio é pessimista mas alerta-nos para as consequências reais do mundo que através da tecnologia a Humanidade está a construir para si própria, para as incoerências e para as contradições  deste mundo. Ao pretender-se mais liberdade de movimentos, aprisionamo-nos  dentro das nossas casas, substituímos o real pelo ilusório, vivemos a vertigem da velocidade – mais velocidade nas transmissões de informação, mais velocidade nos transportes – , mas nós fisicamente estamos cada vez mais estáticos, parados, encafuados dentro das nossas casas, dos escritórios, das grandes cidades, dos meios de transporte. Criamos movimento, sem movimento – a ilusão do movimento: “travelling without moving” ou a inércia polar.

O problema é que tudo isto é contra a nossa própria condição humana. Somos inertemente seres territoriais com dimensão física e temporal e não seres de luz e de imagem.

Também andamos a baralhar o tempo. Já não há sequência cronológica. Inventamos uns quantos meios, quer através da narrativa ( flashback, fash forward) quer através de transmissões me diferido ( replay) de nos movermos no tempo. Através da imagem o tempo da imagem também anda ao contrário.  Mas à medida que somos mais controladores desse tempo, também ele nos escapa.  Virilio fala de uma “ des -realização generalizada” – consequência da nova iluminação da realidade sensível.

Bibliografia

Herbert , Frank,(1965)  Dune , New English Library, Hooder and Stoughton, England

Virilio, Paul,( 1993),  Inércia Polar publicações D. Quixote, Lisboa

 

A CIBERCULTURA – Uma nova humanização da cultura humana Abril 12, 2010

Filed under: ESR — helenaprieto @ 1:56 pm
Tags:

 

A cibercultura é propagada por um movimento social, uma inteligência colectiva que reflecte e alimenta a convergência e a multiplicidade das diferenças culturais. Ela é uma nova “ ecologia do conhecimento”, onde a virtualização funciona como uma extensão do potencial humano.

O virtual não substitui o real, complementa-o, dando-lhe uma nova dimensão que se traduz na possibilidade de conseguir chegar a todas as pessoas sem utilização de intermediários e por ser multidireccional (comunicação de todos para todos), inclui e está aberto à participação de todos numa dinâmica constante de interacção cujo único mediador é o computador.

Em termos de evolução cultural representa, segundo Pierre Levy, um terceiro estádio, que é um retomar de tradições mais antigas onde a comunicação era mais baseada nas comunidades e no gosto pelo saber e sua valorização predominam em relação a outros interesses. O ciberespaço é por excelência o espaço de reunião – é uma sociedade cujos traços mais característicos são a universalidade e um novo saber, ser e estar promovido por uma inteligência colectiva que é simultaneamente uma entidade, um fluxo em permanente construção e desconstrução. Ela manifesta-se enquanto fonte viva do saber, é um convergir de diferenças das pessoas e das culturas, e por isso mesmo uma força preservadora e inovadora da cultura humana.

Tudo  o que é digitalizável ou digital ou passível de se transpor( re)criar no ciberespaço, é passível de ser preservado, reformulado, actualizado, transmitido, partilhado, num ciclo contínuo. Por isso, o ciberespaço adquire uma função de repositório do património cultural da humanidade. Ele presentifica virtualmente  a humanidade espelhando a sua diversidade cultural nas mais variadas facetas e demonstrações que atestam a capacidade de adaptação e de inovação a novos espaços e novas formas de estar, ser ou tornar-se –  A cibercultura é simultaneamente tradição e inovação. Por exemplo, através  das criações de museus virtuais, preservam-se espaços e obras ( preserva-se valor patrimonial)  tornando-as digitais e actualiza-se esse valor patrimonial pela sua divulgação a um número crescente de pessoas. No entanto, e como já foi referido, a experiência virtual nestes casos não substitui de forma alguma o contacto com a realidade física dos espaços e dos objectos, antes o incentiva. A realidade virtual cria uma nova dimensão na representação desses objectos e é essa representação que fica acessível a todos.

A criação de museus ou galerias virtuais vive no mesmo plano que a divulgação de destinos de viagens através de sites que são eles próprios os mediadores. Há um nivelamento de informação. Fica tudo no mesmo  plano, por assim dizer. Perde-se a hierarquização das informações habituais dos espaços físicos e das instituições. Tudo – em termos de informação -fica disponível a todas as pessoas. De facto, no ciberespaço, tudo é informação.

O virtual vive de forma autónoma – a informação cria espaços auto-contidos -, ou em interacção com o físico, mas transcende as suas limitações próprias – os lugares não podem viajar de outra forma que não através da sua “ metamorfose” em imagem! – Deixo como exemplo o site oficial do  museu virtual do Louvre e o site oficial do turismo de Inglaterra.

Para além de adquirir uma função de repositório cultural, o ciberespaço é acima de tudo uma multiplicidade de espaços interligados, em permanente (des) construção, recriação e fabricação de novos sentidos culturais e humanos – um espaço de inovação – impulsionado pela inteligência colectiva que age como filtro e selo de garantia de qualidade e genuidade.

Contudo , o ciberespaço não é uma estrutura em si, antes uma forma de uso e exploração particulares das novas tecnologias da informação e comunicação  pela inteligência colectiva. Nele o conteúdo e os seus suportes são indissociáveis.

Nesta nova ecologia do conhecimento há um novo dinamismo  e procura-se novos  equilíbrios, novos nichos que integram as velhas e as novas formas de estar e agir.

Uma questão que preocupa muito as instituições de ensino e aprendizagem por exemplo, é a questão da qualidade da informação. De facto, no ciberespaço não há nenhuma autoridade central que garanta o valor das informações disponíveis  no conjunto na rede, precisamente porque não é essa a premissa de funcionamento da rede. Cabe pois essa responsabilidade às comunidades virtuais, fóruns electrónicos e news groups.  Neste ponto, cabe acrescentar que estes podem ser por si sítios ligados a reconhecidas instituições de ensino e aprendizagem o que também ajuda a determinar a sua fiabilidade  e qualidade. Por outro lado, estas formas de produção de conhecimento têm a vantagem de poder pôr em contacto aprendentes e especialistas, promovendo o conhecimento de uma forma mais contextualizada, actualizada e motivadora onde todos os intervenientes participam e dão o seu contributo, expõem dúvidas e recebem apoio dos membros –  A garantia de qualidade é pois gerada através de um processo de controlo  dessas informações pelas instituições que disponibilizam online as suas informações ou recursos, ou pelas comunidades uma vez que estas são “ frequentemente moderadas por responsáveis  que filtram as contribuições de acordo com a sua qualidade e pertinência”. O que acontece é que, no ciberespaço,  muitas comunidades são formadas independentemente das instituições, mas centradas em interesses particulares de um grupo que é ele próprio responsável pelo “ selo de garantia” das informações e conhecimento que produz. Nelas, a comunicação é o aspecto chave, e através delas os membros aprendem o que querem saber. Sendo assim,  as soluções para garantir aprendizagens com  “selo de garantia”, estão muito mais ao alcance de todos, com a vantagem de tornar o processo de aprendizagem mais individual, costumizado e centrado nos interesses pessoais.

Outro exemplo de produção de saber e conhecimento que liga tradição e inovação, refere-se  aos novos movimentos artísticos que  fazem um uso inovador destes espaços, criando géneros próprios  e apropriados ao ciberespaço. Os processos de criação envolvem técnicas que visam restabelecer ligações às raízes culturais globais, para  a partir delas  problematizar, criar e inovar. Assim, técnicas com sampling, mixing e remixing e colagens de elementos oriundos das mais diversas culturas são processos de criação artística comuns quer na música quer na artes visuais cujas manifestações mais consagradas  são a produção de eventos efémeros – os originais –. Pierre Levy refere vários exemplos de géneros artísticos novos  – a música Tecno ; as instalações virtuais.

Depois do seu livro ser publicado em 1999, os espaços 3D multiplicaram-se e abriram novas possibilidades de convívio, aprendizagem ( transmissão e produção de conhecimentos) de formas inovadoras que promovem a participação activa e contextualizada, como por exemplo o Second Life, um mundo virtual imersivo onde tudo é recriado e encenado em termos de produção dos espaços, mas os actores são pessoais reais, representadas através de um avatar ( ou mais!!) que interagem entre si e com os espaços e objectos que os envolvem. Neste processo de interacção é possível recriar quase tudo desde conduzir aviões  em  simuladores de voo, estudar e “ viajar” em células do corpo humano, viajar e explorar  espaços culturais e naturais representativos da cultura humana –  teatros isabelinos como o globe, as cidades dos Maias, construir os próprios espaços para as instituições de ensino e aprendizagem entre outras.  Os espaços 3D são um género próprio da cibercultura.

No ciberespaço o conhecimento é uma construção social, é em simultâneo um produto e uma consequência da inteligência colectiva, por isso as formas de aprendizagem que tendem a uma total e legitima participação na comunidade são preferíveis formas de aprendizagem. Elas têm grandes vantagens em relação a formas mais tradicionais de aprendizagem-  aprendizagem por modelos ou por fases de evolução. Promovem a aprendizagem contextualizada, mais rápida e actualizada. Por isso, Pierre Lévy prevê a adopção generalizada das tecnologias da informação e comunicação ao ensino presencial quer básico, secundário ou universitário, e de facto é isso que está a acontecer.  A nível universitário , por exemplo desenvolvem-se projectos interessantes com base no uso das novas tecnologias. Deixo como exemplo, o MIT e a Universidade do Povo.

Um outro produto do cibercultura são os recursos educacionais abertos. Estes são no fundo a materialização do espírito pioneiro das redes – acesso e partilha de conhecimentos  aberto e acessível a todos, a construção colectiva do saber.

Bibliografia:

Bibliografia

Levy, Pierre, (1999) Cibercultura, Editora 34  S. Paulo

Siemens, George, (2006) Knowing knowledge  em http://www.elearnspace.org/KnowingKnowledge_LowRes.pdf  ( ultimo acesso em 12 de Abril)

Brown, Jonh Seely Brown e Adler, Richard P (2008) Minds on Fire- Open Education, The long Tail, and Learning 2.0  em http://www.educause.edu/EDUCAUSE+Review/EDUCAUSEReviewMagazineVolume43/MindsonFireOpenEducationtheLon/162420 ( último acesso em 12 de Abril de 2010)

 

A cibercultura – redefinir a experiência humana Abril 7, 2010

Filed under: ESR — helenaprieto @ 8:48 pm
Tags:

A cibercultura

 

Antes de se falar de cibercultura, podemos ver um pouco os conceitos de cultura que são múltiplos. Não é fácil definir cultura e as propostas de definição que têm origem dos vários campos do saber apontam para alguns aspectos essenciais e que nos podem orientar para compreender o conceito de cibercultura.

1- a cultura é algo que se aprende ( o homem é um ser cultural porque é inerentemente um ser social)

2- a cultura é algo que se faz e está em permanente construção ( são ideias, produtos , saberes que se vão recriando, alterando, modelando para responder a novos desafios e necessidades)

3- a cultura é algo que se transmite aos outros como um bem ( as ideias, os produtos e saberes passam de geração em geração, num perpétuo contínuo, dando uma unidade e um sentido de identidade)

A cibercultura é isto tudo, mas no ciberespaço. Um novo espaço que não sendo físico é bastante real é mais flexível ainda pois, permite uma constante inter-relação de pessoas, ideias e produtos. Praticamente tudo o que se fazia antes no plano físico, pode-se  realizar e concretizar no ciberespaço- conviver, produzir, comercializar, pintar, desenhar , compor música, escrever e publicar livros, filmes…. embora não exactamente da mesma forma.

O ciberespaço passou a ser o espaço, por excelência, do desenvolvimento de uma nova forma de estar, ser e aprender, de realização pessoal e colectiva e acima de tudo de criação. Nele, reconfiguram-se as sociedades e as pessoas, criam-se novas identidades, umas por extensão com o plano físico, outras verdadeiramente virtuais, mas todas reais. A conectividade é um elemento unificador e a base para a cibercultura.

A cibercultura ultrapassa a dimensão das culturas instituídas, é mais abrangente e permite dar voz a todos os grupos, anteriormente mais limitados nas suas possibilidades de manifestações culturais – as chamadas contraculturas , as minorias…)

No ciberespaço, todos estão, por assim dizer, teoricamente num mesmo plano de acesso e de conectividade o que permite dar expressão às mais diversas formas de cultura existentes no nosso planeta.

A cibercultura é, em si mesmo, um fenómeno cultural, que ao contrário das anteriores culturas, ultrapassou as barreiras do espaço físico e a localização específica para passar a ser global e generalizada passível de ser partilhada absorvida, modificada por todos, em qualquer lugar, em qualquer tempo.

Quais são então as características da cibercultura?

– É conectada – desenvolve-se através de redes. Nelas tudo e todos estão ligados.

– É real – Têm um espaço e um tempo concreto em que se manifesta e se difunde.

– È desorganizada – Não há um corpus organizado de informação, mas um crescente contínuo de informação das mais variadas fontes.

– È abrangente – engloba todas as manifestações de culturas aceites, minoritárias, contraculturas. A cibercultura tem espaço e dá voz a todos.

– È global – Não está restrita só a um grupo ou espaço geográfico. Todos (idealmente) podem aceder à internet apenas com um dispositivo de acesso – um computador ou um telemóvel –  e ao ciberespaço e, consequentemente participar activamente na cibercultura.

– É virtual – Desenvolve-se num ambiente virtual, o ciberespaço.

– É multimédia – A base de suporte é multimédia. A informação pode integrar texto escrito, som e imagem.

-É atemporal – A cibercultura é um fenómeno do final do século XX, contudo o acesso à informação pode ser feito em qualquer altura. O tempo flui e pára em simultâneo porque todas as informações que estão no ciberespaço  podem ser acedidas sempre que for necessário mantêm-se inalteráveis na sua transmissão porque são digitais.

-É desesterritorializada – Está virtualmente em todo o lado e pode ser acedida em  qualquer lugar do mundo, desde que hajam as condições de acesso necessárias. Neste momento, um computador ou outro dispositivo móvel com ligação à internet.

– Não é predeterminada – Não se pode projectar um futuro possível porque os seus desenvolvimentos escapam ao controlo dos poderes instituídos.

– É impulsionada por uma consciência colectiva – uma espécie de elo unificador que actua com força de simultaneamente impulsionadora e conservadora.

Será que a responsabilidade individual ou grupal possibilitará a filtragem preservadora daquilo que constitui o património cultural essencial da sociedade humana?

Embora em ritmos diferentes, o conjunto de conhecimentos, informação e objectos que constitui o património cultural essencial da sociedade humana tem vindo sempre a alterar-se ao longo da história da evolução  da humanidade.

O que numa determinada altura é considerado essencial ou fundamental, noutra será parcial, obsoleto ou terá um novo significado ou valor, podendo inclusivamente ser uma base para novos desenvolvimentos. Por exemplo, o pergaminho e o velino são substituídos pelo papel,  a carruagem puxada por cavalos é substituída pelo automóvel. O papel  e o automóvel vão por sua vez influenciar e modificar profundamente o modo de vida das pessoas, facilitando o acesso ao conhecimento e à sua transmissão e a mobilidade de pessoas e bens.

Novas invenções vão gradual ou rapidamente suplantando as anteriores sempre que estas respondem melhor às necessidades humanas. Por seu turno, essas necessidades também vão sendo alteradas e redefinidas em função das tecnologias disponíveis. Tudo isto num ciclo interminável de mudanças e adaptação mútuas – “um ciclo de retroalimentação”

Por exemplo, o telemóvel veio substituir o telefone fixo em muitos lares e responder a uma necessidade de se estar (ou sentir essa possibilidade real) permanentemente em contacto.

Actualmente, em Portugal, são poucas as pessoas que não possuem telemóvel. Este faz parte do nosso quotidiano. Inicialmente um objecto de luxo, é, hoje em dia,  um bem banal e indispensável para o nosso conforto emocional.

O aparelho evoluiu tornando-se mais complexo nas suas funções, incorporando o multimédia e a internet, respondendo também assim a uma necessidade crescente de uma maior mobilidade e conectividade. Mas, isso só foi possível pela convergência de muitos saberes desenvolvidos noutras áreas que não só a das telecomunicações.

A evolução do telemóvel é um exemplo de que as evoluções não são determinadas mas sim condicionadas como observa Pierre Levy na sua obra Cibercultura, e de como todas as áreas do saber e do fazer humano estão cada vez mais interligadas.

O que é realmente essencial – entendendo o termo essencial no sentido de se constituir como uma referência para a promoção de novos conhecimentos e inovação em todos os planos do saber e de actuação da esfera humana –  preservar do nosso património cultural, actualmente  não é possível definir ou de implementar.  Primeiro devido à enorme diversidade cultural que o ciberespaço permite, depois porque por natureza este é um espaço em permanente mutação e incontrolável crescimento. Assim sendo, temos de assumir a impossibilidade de resumir a informação as seus aspectos essenciais. Mesmo que tentássemos essa tarefa seria vã e  o seu  produto estaria logo à partida desactualizado. Porque “o conhecimento é como um rio e não como um depósito”( George Siemens em Knowing Knowledge).

Já não podemos enquanto cidadãos relacionarmo-nos com o conhecimento e a nossa herança cultural  da mesma forma que há 30 anos atrás , porque as instituições responsáveis pelo controlo da informação – filtrar, hierarquizar, numa palavra fazer sentido dela e divulgar esse sentido – também estão a mudar e não têm forma de se manterem únicas nesse papel e assegurá-lo.

O “ dilúvio de informação” que nos envolve, obriga-nos enquanto indivíduos a interagir com ela de forma mais livre e também mais responsável, porque somos nós e não só as instituições que temos que construir esse sentido, de o fabricar (usando as palavras de Pierre Levy) através de processos de selecção, organização e hierarquização a partir de todo o tipo de informação que nos chega em todo o tipo de formatos. Isso obriga-nos a desenvolver novas competências – uma nova literacia digital.

No entanto, nós enquanto cidadãos estamos ainda habituados a consumir informação com um selo de garantia. Informação validada pelo cunho das instituições que são as mediadoras.

No ciberespaço cada um é o seu próprio mediador. Embora, actualmente , no ciberespaço se encontre todo o tipo de informação e seja possível a qualquer pessoa publicar  e aceder ao que pretender, há mecanismos de validação, de impressão de “selos de qualidade” que são accionados pelas instituições ou por grupos de interesses específicos.

Com efeito, muitas universidades, instituições e centros de pesquisa disponibilizam no ciberespaço os seus recursos e serviços, possibilitando o seu acesso a um público mais global. Por outro lado, proliferam, em número sempre crescente, sites dedicados a áreas do saber específicas que a comunidade valida e transforma em referência através de sistemas de atribuição de prémios, por exemplo. Deste modo, vão sendo construídos pontos de referência, que são em si mesmo formas de filtrar, preservar  e partilhar o património cultural no ciberespaço.

Na verdade, fazemos basicamente as mesmas coisas que sempre fizemos, mas de modo diferente através e no ciberespaço- ouvimos música, pintamos, desenhamos, vemos filmes, tiramos fotografias, e enviamo-las aos amigos e família, organizamos os nossos produtos no nosso espaço pessoal no ciberespaço,  fazemos compras e negociamos, convivemos , estudamos e aprendemos de forma mais ou menos formal e trabalhamos.

O ciberespaço permite-nos de forma independente, produzir, partilhar publicando os nossos próprios produtos, livros, música, pintura em espaços pessoais e ou colectivos; através dele é possível o acesso a informação e espaços de lazer e convívio que de outra forma nos estavam vedados. O ciberespaço amplia a experiência e a cultura humana e redefine-a.

Bibliografia

Levy, Pierre, (1999) Cibercultura, Editora 34  S. Paulo

Siemens, George, (2006) Knowing knowledge, acessado em 7 de Abril em http://www.elearnspace.org/KnowingKnowledge_LowRes.pdf

 

LO 2 When students become teachers Fevereiro 9, 2010

Filed under: ppel — helenaprieto @ 9:54 pm
Tags: , , ,

When searching for another tool to produce a learning object for this unit, I came across glogster, and since then I’ve been telling everyone about it. I find this tool really interesting and funny to use. It is also very flexible and we can adjust the presentation to suit a more funny style or to a more clean and professional look. It is also possible to use it for Portuguese. I’ve tried because some one in the forum said that it didn’t work in Portuguese. Well I found out that the teacher version does. And you can see another experience in Portuguese
[gigya width=”650″ height=”880″ src=”http://edu.glogster.com/flash/flash_loader.swf?ver=1265635534″ quality=”high” flashvars=”sl=http://edu.glogster.com/flash/glog.swf?ver=1265635534&gi=4893200&ui=2348683&li=3&fu=http://edu.glogster.com/flash/&su=http://edu.glogster.com/connector/&fn=http://edu.glogster.com/fonty/&embed=true&pu=http://edu.glogster.com/blog-thumbs/2/4/89/32/4893200_2.jpg?u=ae24ed24f941b0419f618466c8239203&si=13&gw=6,5,0&gh=8,8,0″ wmode=”window” ]

 

Learning techniques in Higher education – from lectures to the web Janeiro 27, 2010

Filed under: ppel — helenaprieto @ 2:28 pm
Tags: ,

I thought this video could give some insights on students needs and favourite learning techniques. This video shows students’ perspective on the teaching / learning process in Higher Education. Although it takes place in a  face to face learning environment, we can see that technologies that foster group activities and interaction are their favourites.We can also see that teaching and learning is moving out of the campus into web 2.0 based learning.  I think it’s worth watching because it points out some good and bad aspects of teaching techniques.

One other aspects that caught my attention were their awerness of the need to have feedback from other people than their teachers, and the will not to just listen but to act. Instinctly we all know that doing  is the way to learn best.

 

LO 3 : Transparency – When students become teachers Janeiro 17, 2010

Filed under: ppel — helenaprieto @ 7:08 pm
Tags: , ,

This learning object called “When students become teachers” was an experience using glogster. I’ve found the reference to this web 2.0 tool when I was searching for tools in the you tube. I also found some tutorials which I watched carefully. I thought this tool would be nice to try and see what would come out of it. It is fun to make a poster in this way. And to present information in a more funny way. Hope you like it and try it on too. Have fun.