Helena Prieto’s Blog

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CAEL – Reflexão final Fevereiro 19, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 6:02 pm
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reflexão

reflexão

Numa tentativa de organizar os posts e algumas reflexões adicionais, elaborei um portfolio, onde ficam mais arrumadinhos os textos de reflexão produzidos no decurso da Unidade Curricular  Concepção e Avaliação em E- Learning.

O meu e-portfolio

A organização do portfolio, obrigou a um trabalho de revisão e ao repensar dos conteúdos e dos métodos de trabalho.Fazendo o ponto da situação, chegui à conclusão de que precisava de uma melhor organização dos conteúdos para que eu própria tivesse uma noção mais clara do percurso efectuado e compreender melhor o fio condutor para estruturar as minhas aprendizagens pessoais. A publicação dos posts com algumas reflexões não foi sistemática,mas procurei ser coerente e mostrar aprendizagens realizadas e modos de trabalho. Fiquei contente com os comentários do Marco Freitas, porque compreendo que este trabalho também é útil para a comunidade de aprendizagem.

 

CAEL-Reflexão pessoal Fevereiro 17, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 9:08 pm
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umateia de factores de sucesso
Teia de factores de sucesso

As leituras realizadas da bibliografia indicada e de outra sugerida pelos colegas ou pesquisa para aprofundar alguns aspectos que mais me suscitaram curiosidade foram fundamentais para o desenvolvimento das aprendizagens nesta UC, onde se pretendeu tomar consciência da teia de factores que influem na concepção de cursos online de qualidade e da sua interligação para promover também o sucesso da formação. Observamos, que nem sempre a qualidade e o sucesso são factores directamente associados, numa relação de causa /consequência. No entanto, a qualidade do design, do apoio e da comunicação entre os elementos envolvidos são elementos essenciais na promoção da qualidade e do sucesso dos alunos. Estes aspectos são mencionados quer na literatura, quer nos nossos fóruns de discussão, onde partilhamos ideias, pontos de vista e experiências de aprendizagem.  

Os fóruns de discussão foram um elemento fulcral para a aprendizagem, pois neles são postas dúvidas, questões, e levantados problemas, que fornecem novas perspectivas sobre os assuntos em estudo, gerando assim uma importante fonte de conhecimento motivadora da reflexão. A dinâmica da comunidade de aprendizagem gerada desta forma foi um elemento essencial no desenvolvimento da aprendizagem individual. A visibilidade do processo, a comunicação assíncrona permite pensar, reformular os textos produzidos desenvolvendo-se assim uma maior capacidade de reflexão e de auto-regulação das aprendizagens. O processo sempre interactivo de leitura/escrita, inerentemente obriga ao desenvolvimento de competências de escrita e de estruturação do pensamento e consequentemente dos textos produzidos. A partilha de experiências relativamente ao processo de adaptação e de desenvolvimento do percurso de aprendizagem em ambiente online ajuda a eliminar a sensação de isolamento e a nos sentirmos mais integrados. A presença próxima do e-professor, orientador e condutor do percurso ajuda a essa integração. No ambiente online, onde toda a interacção é mediada por computador e a comunicação normalmente assíncrona, a presença social activa dos elementos do grupo de trabalho, do e-professor são indispensáveis para ultrapassar a barreira física da distância. Estes foram nesta UC os aspectos chave e os factores de qualidade que mais destaco.

Quanto a condições e saberes do perfil do aluno, destaco a vontade de aprender e de arriscar, explorar novos ambientes e formas de aprender; uma atitude exploratória para ir mais além, para ultrapassar as dificuldades que se encontram ao longo do percursos. Aprender é um investimento em nós próprios e nos outros. Em termos práticos, aprender online requer uma boa gestão do tempo, em especial no caso de trabalhadores estudantes e uma noção mais realista dos objectivos pessoais de aprendizagem. Como a maior parte da comunicação é escrita, os textos têm de ser lidos e este ciclo comunicacional de leitura/ escrita é bastante exigente em termos de tempo. Os ambientes de aprendizagem virtuais exigem também domínio progressivo das tecnologias e a aprendizagem de procedimentos novos ou de uma transposição de procedimentos para novas situações. Em termos pessoais, as minhas competências de escrita e leitura, de reflexão e auto-crítica foram bastante desenvolvidas, assim como as competências técnicas no domínio de algumas ferramentas de comunicação assíncrona. Em muitos aspectos, houve um “revamp” de competências de aprender a aprender, pois a modalidade de trabalho de grupo online assim o exige.

Quanto à liberdade de escolha de temas ou de percursos de aprendizagem a seguir, penso que este curso têm muita qualidade, pois permite que cada aluno faça o seu percurso pessoal de uma forma interligada e construtiva. E constato que os ambientes online são mais propícios para a aprendizagem destas competências, pois a comunicação assíncrona permite pensar, reflectir e construir textos mais estruturados. Isso também disciplina o pensamento e estrutura-o.  

Em termos de formas de avaliação, destaco a avaliação para a aprendizagem e avaliação da aprendizagem. A primeira porque permite uma maior consciencialização do percurso realizado e a realizar, obrigando a uma constante auto-reflexão crítica e auto-regulação dos processos de aprendizagem por parte do aluno – o aprender a aprender –. Na sociedade actual, essa é uma competência essencial a desenvolver. Se por um lado, aprender online exige uma transposição de procedimentos mais característicos da aprendizagem presencial, por outro lado há medida que se torna mais parecido com o presencial (com a incorporação dos trabalhos de grupo, comunicação síncrona, por exemplo) é preciso desenvolver diferentes competências quer de modos de trabalho, quer técnicas.

A segunda forma de avaliação é institucional e socialmente importante, pois é desta forma que os conhecimentos adquiridos são reconhecidos e esse processo legitima as aprendizagens aos olhos da sociedade.

A avaliação não se resume apenas ao lançar dos resultados, é necessário haver investigação dos procedimentos, observar e divulgar boas práticas num movimento ascendente de procura de melhorar a qualidade do ensino/aprendizagem online. Por isso, e pelo facto desta modalidade de ensino/ aprendizagem ser relativamente nova, este é um campo de investigação essencial – Investigar a avaliação/ melhorar a qualidade.

 

MICO- Questões de investigação: Investigar a avaliação dos cursos online Fevereiro 13, 2011

Filed under: MICO — helenaprieto @ 7:21 pm
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Pesquisa e avaliação

pesquisa e avaliação

A Sónia Valente focou a  questão da avaliação como um campo em aberto para a investigação. No entanto, em CAEL, lêmos vários artigos sobre a avaliação dos cursos online e se pesquisarmos um pouco encontramos muitos artigos que focam as questões de avaliação. Mas a perspectiva é mais teórica e normativa do que prática.

As questões de avaliação do ensino online são bastante estudadas e prendem-se com aspectos práticos relacionados com o prestígio das instituições, com a competitividade das instituições na oferta de formação e não apenas com objectivos formativos. A avaliação (1) é sempre um aspecto sensível e bastante complexo pois envolve muitos factores intrínsecos ( métodos, técnicas de avaliação, procedimentos, tipos de avaliação…) e extrínsecos ( prestigio da instituição, competitividade no mercado…). No entanto, parece haver poucos estudos comparativos entre o online e o presencial no que toca a medir de forma mais objectiva a eficácia das aprendizagens  realizadas online até 2006, de acordo com as conclusões do estudo desenvolvido nos Estados Unidos (2)

Simone Conceição(1), refere os sete princípios de avaliação  de acordo com Chickering e Gamson( 1987) – encorajar o contacto estudante/ universidade; encorajar o contacto dos estudantes entre si , encorajar a aprendizagem activa, promover o feedback rápido, enfatizar o tempo na tarefa, comunicar expectativas altas, respeitar os diferentes talentos e modos de aprendizagem  e enfatiza a necessidade de uma avaliação cujos resultados impliquem melhorias em procedimentos futuros do funcionamento dos cursos , considerando o curso, as actividades online, o desempenho do aluno, o desempenho do professor e o programa utilizado. O powerpoint apresentado visa a reflexão dos professores em relação aos cursos administrados online . A reflexão e a análise dos procedimentos são uma forma comum de avaliação do funcionamento dos cursos. Uma questão de investigação interessante seria , por exemplo saber que tipo de auto-análise os professores online fazem para saber  que aspectos precisam de melhorar e que procedimentos implementam para melhorar esses aspectos.

Nos Estados Unidos, os investigadores do Centro para a tecnologia em Aprendizagem, realizaram um estudo sobre a qualidade de ensino nos cursos online com o objectivo de responder a quatro questões de investigação:

“1.How does the effectiveness of online learning compare with that of face-to-face

instruction?

2. Does supplementing face-to-face instruction with online instruction enhance learning?

3. What practices are associated with more effective online learning?

4. What conditions influence the effectiveness of online learning?”( pág.XI)

 e publicaram um relatório de meta- análise(2) com algumas descobertas/ conclusões interessantes:

-Maior eficiência (modesta) do ensino online/ b-learning em relação ao presencial.

“Online learning conditions produced better outcomes than face-to-face learning alone”(pag 51)

– Há um grande conjunto de factores que promovem a eficácia das aprendizagens e que não se baseia somente no facto do curso ser online.

“That caution applies well to the findings of this meta-analysis, which should not be construed as demonstrating that online learning is superior as a medium. Rather, it is the combination of elements in the treatment conditions, which are likely include additional learning time and materials as well as additional opportunities for collaboration, that has proven effective.” (pág 51)

 

–          Há maior ganhos de aprendizagem quando esta é realizada de forma colaborativa em comparação com a aprendizagem independente.

–          Há maior abrangência de estilos de aprendizagem nos cursos online.

Deste estudo muitas questões ficam em aberto em relação à avaliação dos cursos online , comparados com os desenvolvidos em regime presencial.

Um dos aspectos apontados como limitativos dos estudos conduzidos referem o  pequeno número de estudantes envolvido e o duplo papel do investigador/ professor.

Tendo estes aspectos em conta, são necessários estudos independentes eu contrastem o desempenho dos alunos no ambiente presencial e online, medindo as aprendizagem.

Há muito a investigar em relação á avaliação dos cursos online. Apesar de já existirem muitos relatórios de investigação referindo muitos aspectos teóricos e de boas práticas, há um campo aberto para o desenvolvimento da investigação referente ao que realmente se faz.

Bibliografia:

(1)    CONCEIÇÃO, Simone, Assessment  and Evaluation of Online Programs, acessível em

http://www4.uwm.edu/acad_aff/academic/opc/06_mar10assesseval.pdf, acedido a 13 de Fev. 2011

2- MEANS, Barbara et all. (rev2010), Evaluation of Evidence-Based Practices in Online Learning-A Meta-Analysis and Review of Online Learning Studies, Departement of Education, USA , acessível em http://www2.ed.gov/rschstat/eval/tech/evidence-based-practices/finalreport.pdf, acedido em 13 de Fev. 2011.

 

CAEL – Directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online Fevereiro 4, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 8:20 pm
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qualidade na avaliação

No desenvolvimento desta actividade, foi-nos pedido um trabalho de grupo. O nosso grupo Developers, constituído pelo Joaquim Lopes, Paula Silva e Nuno Oliveira analisou  o artigo Considerations for developing evaluations of online courses (1). Para a comunicação o grupo utilizou o forum do grupo e o email, privilegiando assim a comunicação assíncrona. Decidimos iniciar a abordagem ao texto com a tradução deste. Cada elemento do grupo traduziu uma parte de acordo com o previamente estabelecido. Foi também sugerido utilizarmos ferramentas colaborativas de trabalho como um wiki ou um documento do google, acabamos por utilizar o próprio forum como espaço de trabalho onde fomos disponibilizando a tradução e a síntese. O resultado foi publicado no scribbord e encontra-se disponível online

O grupo lançou para debate a questão:

Se pretendesse construir um inquérito de avaliação da qualidade dos cursos online, quais seriam os principais aspectos que incluiria?

Pelo debate no forum chegamos à conclusão de que não existe o curso ideal, existem sim orientações que se podem organizar por tópicos:

– a instituição (fornecer as condições de desenvolviemnto de cursos de qualidade, os suportes tecnológicos e o apoio aos professores e alunos)

– a tecnologia disponível de suporte ao funcionamento do curso e as formas de comunicação

– o desing instrucional ( actividades mais colaborativas, estudos de caso…)

– os recursos e sua disponibilidade ( utilização de recursos actuias e de qualidade, com fácil acesso)

– as competências dos e-professor e a sua experiência ( competências, pedagógicas, científicas e tecnológicas)

– as competências dos e-alunos e suas experiências ( o perfil de partida do aluno e o domínio da literacia digtal )

– a disponibilidade dos intervenientes

Bibliografia:

ACHTEMEIER, Sue D.; MORRIS, Libby, V.; FINNEGAN, Catherine L. (2003) “Considerations for Developing Evaluations of Online Courses”. JALN 7, Issue 1.

 

http://www.edtechpolicy.org/ArchivedWebsites/Articles/ConsiderationsDevelopingEvaluations.pdfVolume

 

CARR-CHELLMAN, Allison & DUCHASTEL, Philip (2000) “The ideal online course”. British Journal of Educational Technology, Vol 31, Nº3 (229-241).

http://www.personal.psu.edu/users/k/h/khk122/woty/F2FHybridOnline/Carr-Chellaman%202000.pdf

 HERRINGTON, Anthony; HERRINGTON, Jan; OLIVER, Ron; STONEY, Sue & WILLIS, Jackie (2001) “Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units” In G. Kennedy, M. Keppell, C. McNaught & T. Petrovic (Eds.) Meeting at the crossroads: Proceedings of ASCILITE 2001 (pp 263-270).

TINKER, Robert (2001) “E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance”NASSP Bulletin, Vol. 85, No. 628, 36-46

 HOLSAPPLE, Clyde. W. & LEE-POST Anita (2006) “Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective”. Decision Sciences Journal of Innovative Education, Vol.4 Nº1 (pp 67-85)

 

CAEL – A qualidade no ensino aprendizagem em contexto online: uma teia de factores

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 7:29 pm
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umateia de factores de sucesso

Teia de factores de sucesso

No forum de discussão foram levantadas várias questões relativas aos factores de qualidade num curso online. Ficou claro que um curso online pode ter  um design instrucional de qualidade , mas isso, por si só  não é garantia do sucesso do curso. De facto há toda uma ” teia ” de factores que promovem a qualidade e o sucesso:

-o desing do curso tendo em conta os recursos da instituição e disponibilidade financeira;

– a credibilidade e o prestígio da instituição;

– a qualidade dos materiais pedagógicos;

– a qualidade de interacção entre os intervinientes ( professor/ aluno; aluno/ alunos)

– as actividades propostas e modos de as operacionalizar de forma a que os alunos se sintam motivados e interessados;

– o perfil de partida dos formando, considerando os seus interesses e competências

– a disponibilidade da turma para resolver colaborativamente as actividades solicitadas;

– as competências pedagógicas, científicas e tecnológicas do professor;

– o funcionamento amigável do sistema de suporte para o ensino online;

– facilidade de acesso aos materiais de estudo;

– facilidade de acesso 7/24h em todo o lugar;

– para o aluno é necessário possuir e saber usar equipamento tecnológico adequado.

….

Todos estes factores se conjugam, entreligam e deles depende o sucesso das aprendizagens e obviamente a qualidade dos cursos.

Como medir a qualidade dos cursos online? Sob que perspectiva? Da instituição ou dos alunos?

Para medir a qualidade dos cursos online há parâmetros e linhas orientadoras, estas podem incluir ou não o feedback dos alunos.

Há inclusivamente instituições que regulamentam os procediementos e aferem o grau de qualidade dos cursos online  como European Quality Observatory (EQO) (Observatório Europeu da Qualidade) para a promoção da qualidade para o E-learning.

Podemos observar que não há factores determinantes por si, mas existem os chamados factores chave  e os críticos .

Comentário meu:

A questão da avalição é sempre bastante complexa, porque ela própria é uma medida ou melhor uma referência para o sucesso. Mas será que há uma relação directa entre a qualidade de ensino e o sucesso de um percurso de aprendizagem?

Penso que esta é uma questão em aberto. Os factores de sucesso do percurso de formação não dependem só da qualidade do curso, mas também da motivação e do empenho do formandos. Isto parece-me que é uma verdade que se pode generalizar porque penso que é verdade para todos os processos de aprendizagem , independentemente de serem ou não feitos online. O que acontence é que o ensino/ aprendizagem online é uma inovação e a tecnologia permite incluir novos modos , talvez mais apelativos e holisticos de veicular a informação e também de interagir.

De todos os factores promotores de sucesso (entendendo como factores de sucesso tudo o que serve para motivar o formando e facilitar a sua aprendizagem) destaco o design amigável e visualmente atraente que permita um acesso simples e uma utilização correcta e intuitiva das plataformas ou outros ambientes virtuais de aprendizagem; a multiplicidade de formas de mostrar o conteúdo ( texto, som e imagem) de modo a abranger os vários tipos de aprendente; o acompanhamento e o feedback dos pares e professores. No desenho dos cursos online este aspecto, na minha opinião,  é crucial para que a interacção seja mais real. No entanto, nada disto será por si só determinante no sucesso dos formandos se estes não se empenharem, mas podem ser considerados aspectos para aferir da qualidade do curso.

O modelo conceptual de Klein et al (2006) aponta também para as características do formando enquanto elemento fulcral no sucesso final do curso.

Também penso que é necessário ter em conta alguns factores externos a todo o processo de ensino/ aprendizagem online que podem influenciar a qualidade e o sucesso final como por exemplo o prestígio de uma determinada instituição ou professores, o carácter inovador ou o desafio que representa para o formando ou o ” espírito do tempo” ou por outras palavras, a moda.

Penso que mais do a tecnologia fantástica, o design maravilhoso e apelativo, o que realmente faz uma grande diferença é a qualidade da interrelação que se vai construindo pelos actores no processo – os e-professores e os e- alunos-, a sua motivação, capacidade de entre ajuda e sensibilidade para perceber o outro e chegar até ele, em suma o diálogo pedagógico e o apoio que se dá e recebe, em suma a dimensão humana de todo o processo é sempre a chave do sucesso. E essa dimensão humana  é , já em si, uma enorme e complexa teia, em especial quando se trabalha com metodogias colaborativas de produção de conhecimentos em que os próprios entervenientes são também portadores de informação e conteúdos em permanente interligação.

Bibliografia: 

PENNA, Maria Pietronilla & STARA, Vera (2008) “Approaches to E-learning quality Assessment”. http://isdm.univ-tln.fr/PDF/isdm32/isdm_pietronilla.pdf

WISENBERG, Faye & STACEY, Elizabeth (2005) “Reflections on teaching and Learning Online:Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective”. Distance Education Vol.26, Nº3, (385-404). http://casat.unr.edu/docs/Weisenberg2005.pdf

 

CAEL-Discussão assíncrona e tipos e níveis de leitura

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 5:11 pm
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tipos de leitura

Tipos de leitura

Para seguir e participar num fórum de discussão, os alunos têm de usar estratégias de leitura adequadas aos seus objectivos. Há tipos e níveis de leitura diferentes – mais rápido e superficial para se ter uma perspectiva global dos assuntos ou mais lenta e em profundidade. A chamada leitura de pormenor. Harlow apresenta cinco tipos de leitura:

-Scanning – procura selectiva de informação que implica a atenção a tópicos, palavras chave…

-Skimming- é uma leitura superficial do texto para retirar a informação mais relevante

-De significado – implica uma visão ampla do conteudo para filtrar as informações principais das acessórias.

-De estudo – implica a obsorção mais profunda dos conteúdos, exige releitura e resumos.

-Crítica – neste tipo de leitura estabelece-se comparação entre a informação do texto e os conhecimentos prévios do leitor.

Podemos também identificar níveis de leitura: (3)

• Leitura Elementar – Compreensão básica de vocabulário e frases
• Leitura por Inspeção=Leitura rápida
• Leitura Analítica (apropriada ao texto acadêmico) = Leitura completa
• Leitura Comparativa (apropriada ao texto acadêmico) = Leitura de várias obras relacionadas

O professor está a ler para avaliar quer sob o ponto de vista da avaliação para a aprendizagem, quer da avaliação da aprendizagem. Mas ele pode recorrer a instrumentos de análise de conteúdo como as rúbricas, tal como a professora Lúcia explicou.

O aluno não faz isso, ele tem de filtrar a informação dos posts e decidir quais os mais importantes, responder tendo em conta o que foi dito, enfim apropriar-se da informação, digeri-la, e ter sobre ela uma perspectiva crítica. Nem sempre tem de ser convergente, pois a riqueza/vantagem das discussões são a apresentação de vários pontos de vista. Isso, é claro, é um tipo de competências que exige muito tempo. Como os foruns são constituídos por posts escritos, ainda exige mais tempo, pois temos de pensar, estruturar e escrevê-los. A exigência em termos de tempo parece ser uma desvantagem, mas, se tivermos em consideração que estes registos são uma preciosa fonte de informação, penso que compensa. Se tudo o que aqui foi escrito, fosse dito, muita  informação estaria perdida. Assim há sempre a possibilidade de revisitar os posts, procurando informação específica sobre um determinado assunto, comparar pontos de vista…

De facto, esta forma de interagir, como o Nuno Oliveira referiu, consume mais tempo, mas também compensa porque a informação registada, constitui uma fonte rica e importante para que cada aluno desenvolva o seu próprio percurso de aprendizagem. As competências de leitura e de escritas são inerentes a estas actividades.

Bibliografia:

(1) http://www.slideboom.com/presentations/17412/tipos-de-leitura

(2) http://www.jcu.edu.au/school/tbiol/zoology/local/reading.pdf

(3)http://professorhugo.blogspot.com/2005/07/tipos-de-leitura.html

(4) MACHADO, João Luís Almeida, Conhecendo os recursos de aprendizagem Online: Foruns de discussão acessível em http://www.planetaeducacao.com.br/novo/imagens/artigos/diario/Conhecendo-os-recursos-de-aprendizagem-on-line.pdf

 

CAEL- A problemática da avaliação das aprendizagens dos estudantes online Fevereiro 3, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 6:52 pm
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Este trabalho é uma reflexão sobre os dois artigos que o Marcus Vinicius e eu analizámos para a actividade 3 de CAEL – (1.2)

Introdução:

Com a análise destes artigos, vemos referenciada uma mudança de perspectiva de um ensino centrado no professor para o ensino ou melhor aprendizagem centrada no aluno. Primo (2) tece uma série de considerações que fundamentam essa centralização no aluno, que se pretende elemento activo, consciente e crítico do processode aprendizagem – um pesquisador- autor. Dentro deste desenho estrutural de ensino/ aprendizagem impõe-se desenvolver também formas de avaliação destas aprendizagem consentâneas com as formas de aprendizagem. Assim, observamos que Barberà , pondo a ênfase no diálogo e no feed back, distingue quatro tipos de avaliação, sendo que as que melhor servem o modelo de aprendizagem centrado no aluno são a valiação para a aprendizagem e a avaliação da aprendizagem.

 

Os autores dos artigos analisados(1,2,3) convergem na defesa de uma perspectiva de ensino online mais colaborativa assente em processos de aprendizagem activa e centrada nos alunos ou grupo, por outras palavras na formação de comunidades de aprendizagem online no seio das quais o conhecimento é construído de forma colaborativa. Alex Primo(2) defende um novo conceito de aluno que consubstancia e resume esta nova perspectiva : o educando – pesquisador –autor. Outras questões também pertinente e discutidas nos artigos onde persistem algumas confusões apresentadas por Demo (1998, p. 10) são os conceitos e práticas entre informar e formar; treinar e educar; ensinar e aprender. O autor enfatiza a ideia de que o importante é o desenvolvimento das capacidades de renovar os conhecimentos, por outras palavras, aprender a aprender. Os autores destes artigos são unânimes na defesa de um ensino/ aprendizagem online onde os processos de avaliação sejam mais transparentes ( o alunos saibam de antemão como , quando vão ser avaliados) visíveis (publicações de trabalhos online, participação em fóruns, chats … ) e contínuos do desenvolvimento do processo de aprendizagem. Para alcançar este objectivo, do qual decorrem inegáveis vantagens tanto para o aluno que supostamente tem maior orientação e acompanhamento da parte do professor ( e colegas) como para o professor que consegue através do recursos a várias aplicações tecnológicas estar mais por dentro do processo de aprendizagem dos seus alunos, os autores defendem uma relação mais próxima e assente no diálogo / comunicação bem como na visibilidade do percurso de aprendizagem dos formandos. Barberà ( 1) defende a importância do feedback do professor na construção desse dialogo pedagógico. Esta atora refere os dois principais objectivos do feedback que se prendem com a orientação dos alunos de forma a que estes possam melhorar a sua produção. Na sua opinião, o feedback é a chave do sucesso do ensino/ aprendizagem online e o elemento essencial de uma boa avaliação continua. A autora refere ainda que é importante para os alunos que tenham plena consciência da diferença entre participação , que pode ser medida pela quantidade de mensagens e interacção que são todas as mensagens, posts, etc que levam à produção colectiva de conhecimento. De acordo com a apresentação feita pela autora acima referida, a construção social do conhecimento decorre do misto dessas ações. Piaget considera que o importante seria “Povoar a memória e treinar o aluno na ginástica intelectual”. Primo defende que se o aluno continuar a ser encarado enquanto um receptor passivo fica isolado da acção porque o sistema de ensino/ avaliação em moldes tradicionais ainda que online “ nega ao aluno a sua intervenção no próprio conhecimento” . Na continuidade do seu estudo, Piaget (2002) sentencia que a aprendizagem não é uma actividade simplesmente individual e que o conhecimento se dá na acção. As operações mentais realizadas pelo aluno que são interiorizadas e coordenadas provocam outras ações. Barberà faz referência a três tipos de avaliação comuns no ensino online: A avaliação automática que é feita através de testes electrónicos que tem a vantagem de dar feedback imediato aos alunos e permite ao professor a recolha de dados de forma mecânica e automática. Porém esta forma de avaliação acaba por ser uma transposição das formas de avaliação características do ensino do modelo tradicional e autoritário , segundo Gomes, esta avaliação pode aplicar-se a cursos online que se baseiam no auto-estudo, com aprendizagem realizadas de forma individual e isolada. Gomes observa também que muitos registos de dados obtidos de forma automática são importantes no processo de monitorização dos alunos por um lado e por outros como auto-monotorização dos próprios alunos A avaliação de tipo enciclopédico que resulta de projectos de pesquisa. Barberà constata que este modo de avaliação pode promover plágio e é em si uma vantagem no sentido em que o professor deixa de ter o papel de transmissor de conhecimentos mas de guia. A avaliação colaborativa. Esta modalidade de avaliação põe novos desafios tanto a professores como alunos pois também implica novos modos de produção de conhecimento que assentam em dinâmicas de grupo tornadas visíveis através de múltiplas aplicações – listas de discussão, fóruns, blogs/diários de bordo. E traz vantagens. Na perspectiva do professor é possível levar a cabo com sucesso esta avaliação baseada nos recursos tecnológicos existentes que lhe permitem visualizar tanto o produto como o processo colaborativo. Gomes explica mais em pormenor as vantagens/ potencial dessas aplicações para a promoção da visibilidade e da avaliação contínua. Esta possibilidade constitui a base de uma verdadeira avaliação formativa. Neste aspecto todos os autores são unânimes. Primo valoriza a promoção de projectos e vê neles uma inegável vantagem de inovação do ensino/ aprendizagem, já que a web devido à sua imensidão de recursos sempre crescentes e a inúmeras ferramentas colaborativas permite a construção de conhecimento colectiva e o desenvolvimento de percursos de aprendizagem individuais. No entanto, Barberà apresenta também algumas desvantagens deste tipo de avaliação para o ensino online que se prendem com aspectos práticos de disponibilidade de tempo dos alunos online , o que faz com que a modalidade de trabalho em grupo possa ser contraproducente, uma vez que as razões que levam muitos alunos a escolher a modalidade de ensino assíncrono é precisamente a flexibilidade de acesso e possibilidade de poder realizar os trabalhos ao seu ritmo. Todos os autores são unânimes em reconhecer a importância do diálogo no processo de ensino/ aprendizagem. Se por um lado Barberà refere a importância do feedback do professor, Primo põe ênfase no diálogo entre os alunos, como a base de desenvolvimento dos projectos de aprendizagem alicerçados na resolução de problemas concretos e relevantes de forma colaborativa, enfatizando o desenvolvimento de formas de avaliação auto-reflexivas. “ O trabalho reflexivo e autoral do aprendiz avaliado” é um aspecto central do processo de avaliação fazendo parte inerente da própria dinâmica de construção do conhecimento colaborativo. Este autor defende uma avaliação contínua e auto-reflexiva/ formativa. A consciência reflexiva e o exercício dessa reflexão constituem o próprio motor do sucesso na aprendizagem colaborativa. Estamos então perante um conceito que vai mais além do que o proposto por Barberà, onde o professor é acompanhante do percurso de aprendizagem, mas é exterior ao processo. É a autoridade e o promotor do processo de avaliação, enquanto que na perspectiva de Primo o agente promotor do processo de avaliação é uma consciência crítica e reflexiva do grupo e é inerente ao desenvolvimento da comunidade de aprendizagem. Gomes apresenta uma perspectiva mais pragmática de como realizar avaliação online,e apresenta dois modos de o fazer – o mais tradicional que coincide com o que Barberà refere como avaliação automática e a avaliação adaptada ao modelo de ensino online baseado em princípios sócio-construtivistas cuja descrição está, em linhas gerais, em consonância com as orientações defendidas por Primo. Esta autora chama a atenção para outras questões a considerar na avaliação online tais como a questão da autenticidade da identidade e autenticidade dos trabalhos apresentado. O diálogo e muitas aplicações / serviços permitem ao professor detectar fraudes, pois possibilitam estratégias que permitem mais contacto e conhecimento dos alunos. No artigo apresentado, a autora refere as vantagens e a plasticidade maior ou menor das várias ferramentas/ aplicações mais comuns utilizadas nos curso online, nomedamente: a plataforma moodle que incorpora sistemas de registo automático do percurso dos estudantes permitindo a monitorização deste, e a sua utilização em actividades de auto e hetero-avaliação. Testes de escolha múltipla, quizzes, preenchimentos de espaços lacunares, testes de verdadeiro/falso entre outros podem ser gerados automaticamente e permitir ao aluno auto-avaliar os seus conhecimentos e ter um feedback automático dos seus progressos Foruns electrónicos , sendo instrumentos essenciais na promoção do ensino colaborativo, a participação dos alunos tem de ser avaliada quanto ao nível de participação e qualidade de participação e isso constitui um desafio para os professores. Há no entanto dois modos de fazer a avaliação – manualmente ou com recursos a ferramentas já incorporadas na aplicação Conversação síncrona – chats ou VoIP , é um instrumento corrente mas a analise tem de ter intervenção humana. Portfolios digitais online – tem duas grandes vantagens: a de tornar visível o trabalho e o percurso/ evolução das aprendizagens o que permite ser um instrumento de excelência para desenvolver práticas de avaliação auto-reflexiva. Mapas conceptuais – Podem ser utilizados nas diversas fases de avaliação – diagnóstica. Formativa e conceptual Em conclusão, verificamos a necessidade de adaptar modos de avaliação das aprendizagens dos alunos ao modo de ensino aprendizagem que se pretende desenvolver nos cursos online. Em alguns casos, as modalidades mais tradicionais podem ter vantagens para o caso de alunos que tenham muitas dificuldades de trabalhar em grupo. Mas, as aprendizagem baseadas na construção colaborativa de conhecimentos precisam de novas formas de avaliação pois instituem novos papéis a desempenhar pelos agentes : professor( guia) e alunos( pesquisador/ autor). Estes formam uma comunidade de aprendizagem e agindo em comunidade também vão desenvolver formas de avaliação – autor-reflexão, autoavaliação e hetero-avaliação – que surgem naturalmente do processo de construção colaborativa do conhecimento. Enquanto que no modelo tradicional a avaliação é uma visão por fora, dos produtos conseguidos, no modelo sócio-construtivista a avaliação é um processo continuo, reflexivo e inerente ao processo de aprendizagem. Ela é também reguladora. Complementando a questão sobre os processos de avaliação, fica claro que nos modelos propostos para colocar o aluno no papel de pesquisador/autor, precisamos de trabalhar com questões problematizadoras. Apesar de não estar dito explicitamente nos textos estudados, fica claro a consciência de que estamos num processo transitório entre a avaliação tradicional centrada do produto para a prática de avaliações mais globais do processo de ensino/ aprendizagem, ou seja, uma avaliação que esteja de acordo com o processo de construção do conhecimento colectivo e individual do(s) aluno(s). Em termos práticos, porém , fica uma questão que gostariamos de levantar: Dentro de uma avaliação que vai de zero a dez, medir a evolução de um aluno no processo construtivista, pode não significar que a sua nota é uma relação directa como volume do conteúdo que ele precisa aprender e sim com a construção do seu conhecimento, sendo assim, o aluno A que alcança grau 5 na relação da aprendizagem do conteúdo, mas evoluiu mais que do aluno B que atingiu grau 8, teria na avaliação maior nota, não pelo conteúdo aprendido mas pela sua evolução no processo ensino-aprendizagem. Põe-se então a questão de como aferir critérios de avaliação justos para “ medir” essas evoluções.

 1-BARBERÀ, E. (2006) “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación”. RED. Revista de Educación a Distancia, Año V. Número monográfico VI. http://www.um.es/ead/red/M6/ 2-PRIMO, Alex (2006) “Avaliação em processos de educação problematizadora online”. In: Marco Silva; Edméa Santos. (Org.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São Paulo: Loyola, v. , p. 38-49. http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/EAD5.pdf 3-Gomes M. J. (2009) “Problemáticas da avaliação online” Actas da VI Conferência Internacional das TIC na Educação – Challenges 2009.