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CAEL- A problemática da avaliação das aprendizagens dos estudantes online Fevereiro 3, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 6:52 pm
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Este trabalho é uma reflexão sobre os dois artigos que o Marcus Vinicius e eu analizámos para a actividade 3 de CAEL – (1.2)

Introdução:

Com a análise destes artigos, vemos referenciada uma mudança de perspectiva de um ensino centrado no professor para o ensino ou melhor aprendizagem centrada no aluno. Primo (2) tece uma série de considerações que fundamentam essa centralização no aluno, que se pretende elemento activo, consciente e crítico do processode aprendizagem – um pesquisador- autor. Dentro deste desenho estrutural de ensino/ aprendizagem impõe-se desenvolver também formas de avaliação destas aprendizagem consentâneas com as formas de aprendizagem. Assim, observamos que Barberà , pondo a ênfase no diálogo e no feed back, distingue quatro tipos de avaliação, sendo que as que melhor servem o modelo de aprendizagem centrado no aluno são a valiação para a aprendizagem e a avaliação da aprendizagem.

 

Os autores dos artigos analisados(1,2,3) convergem na defesa de uma perspectiva de ensino online mais colaborativa assente em processos de aprendizagem activa e centrada nos alunos ou grupo, por outras palavras na formação de comunidades de aprendizagem online no seio das quais o conhecimento é construído de forma colaborativa. Alex Primo(2) defende um novo conceito de aluno que consubstancia e resume esta nova perspectiva : o educando – pesquisador –autor. Outras questões também pertinente e discutidas nos artigos onde persistem algumas confusões apresentadas por Demo (1998, p. 10) são os conceitos e práticas entre informar e formar; treinar e educar; ensinar e aprender. O autor enfatiza a ideia de que o importante é o desenvolvimento das capacidades de renovar os conhecimentos, por outras palavras, aprender a aprender. Os autores destes artigos são unânimes na defesa de um ensino/ aprendizagem online onde os processos de avaliação sejam mais transparentes ( o alunos saibam de antemão como , quando vão ser avaliados) visíveis (publicações de trabalhos online, participação em fóruns, chats … ) e contínuos do desenvolvimento do processo de aprendizagem. Para alcançar este objectivo, do qual decorrem inegáveis vantagens tanto para o aluno que supostamente tem maior orientação e acompanhamento da parte do professor ( e colegas) como para o professor que consegue através do recursos a várias aplicações tecnológicas estar mais por dentro do processo de aprendizagem dos seus alunos, os autores defendem uma relação mais próxima e assente no diálogo / comunicação bem como na visibilidade do percurso de aprendizagem dos formandos. Barberà ( 1) defende a importância do feedback do professor na construção desse dialogo pedagógico. Esta atora refere os dois principais objectivos do feedback que se prendem com a orientação dos alunos de forma a que estes possam melhorar a sua produção. Na sua opinião, o feedback é a chave do sucesso do ensino/ aprendizagem online e o elemento essencial de uma boa avaliação continua. A autora refere ainda que é importante para os alunos que tenham plena consciência da diferença entre participação , que pode ser medida pela quantidade de mensagens e interacção que são todas as mensagens, posts, etc que levam à produção colectiva de conhecimento. De acordo com a apresentação feita pela autora acima referida, a construção social do conhecimento decorre do misto dessas ações. Piaget considera que o importante seria “Povoar a memória e treinar o aluno na ginástica intelectual”. Primo defende que se o aluno continuar a ser encarado enquanto um receptor passivo fica isolado da acção porque o sistema de ensino/ avaliação em moldes tradicionais ainda que online “ nega ao aluno a sua intervenção no próprio conhecimento” . Na continuidade do seu estudo, Piaget (2002) sentencia que a aprendizagem não é uma actividade simplesmente individual e que o conhecimento se dá na acção. As operações mentais realizadas pelo aluno que são interiorizadas e coordenadas provocam outras ações. Barberà faz referência a três tipos de avaliação comuns no ensino online: A avaliação automática que é feita através de testes electrónicos que tem a vantagem de dar feedback imediato aos alunos e permite ao professor a recolha de dados de forma mecânica e automática. Porém esta forma de avaliação acaba por ser uma transposição das formas de avaliação características do ensino do modelo tradicional e autoritário , segundo Gomes, esta avaliação pode aplicar-se a cursos online que se baseiam no auto-estudo, com aprendizagem realizadas de forma individual e isolada. Gomes observa também que muitos registos de dados obtidos de forma automática são importantes no processo de monitorização dos alunos por um lado e por outros como auto-monotorização dos próprios alunos A avaliação de tipo enciclopédico que resulta de projectos de pesquisa. Barberà constata que este modo de avaliação pode promover plágio e é em si uma vantagem no sentido em que o professor deixa de ter o papel de transmissor de conhecimentos mas de guia. A avaliação colaborativa. Esta modalidade de avaliação põe novos desafios tanto a professores como alunos pois também implica novos modos de produção de conhecimento que assentam em dinâmicas de grupo tornadas visíveis através de múltiplas aplicações – listas de discussão, fóruns, blogs/diários de bordo. E traz vantagens. Na perspectiva do professor é possível levar a cabo com sucesso esta avaliação baseada nos recursos tecnológicos existentes que lhe permitem visualizar tanto o produto como o processo colaborativo. Gomes explica mais em pormenor as vantagens/ potencial dessas aplicações para a promoção da visibilidade e da avaliação contínua. Esta possibilidade constitui a base de uma verdadeira avaliação formativa. Neste aspecto todos os autores são unânimes. Primo valoriza a promoção de projectos e vê neles uma inegável vantagem de inovação do ensino/ aprendizagem, já que a web devido à sua imensidão de recursos sempre crescentes e a inúmeras ferramentas colaborativas permite a construção de conhecimento colectiva e o desenvolvimento de percursos de aprendizagem individuais. No entanto, Barberà apresenta também algumas desvantagens deste tipo de avaliação para o ensino online que se prendem com aspectos práticos de disponibilidade de tempo dos alunos online , o que faz com que a modalidade de trabalho em grupo possa ser contraproducente, uma vez que as razões que levam muitos alunos a escolher a modalidade de ensino assíncrono é precisamente a flexibilidade de acesso e possibilidade de poder realizar os trabalhos ao seu ritmo. Todos os autores são unânimes em reconhecer a importância do diálogo no processo de ensino/ aprendizagem. Se por um lado Barberà refere a importância do feedback do professor, Primo põe ênfase no diálogo entre os alunos, como a base de desenvolvimento dos projectos de aprendizagem alicerçados na resolução de problemas concretos e relevantes de forma colaborativa, enfatizando o desenvolvimento de formas de avaliação auto-reflexivas. “ O trabalho reflexivo e autoral do aprendiz avaliado” é um aspecto central do processo de avaliação fazendo parte inerente da própria dinâmica de construção do conhecimento colaborativo. Este autor defende uma avaliação contínua e auto-reflexiva/ formativa. A consciência reflexiva e o exercício dessa reflexão constituem o próprio motor do sucesso na aprendizagem colaborativa. Estamos então perante um conceito que vai mais além do que o proposto por Barberà, onde o professor é acompanhante do percurso de aprendizagem, mas é exterior ao processo. É a autoridade e o promotor do processo de avaliação, enquanto que na perspectiva de Primo o agente promotor do processo de avaliação é uma consciência crítica e reflexiva do grupo e é inerente ao desenvolvimento da comunidade de aprendizagem. Gomes apresenta uma perspectiva mais pragmática de como realizar avaliação online,e apresenta dois modos de o fazer – o mais tradicional que coincide com o que Barberà refere como avaliação automática e a avaliação adaptada ao modelo de ensino online baseado em princípios sócio-construtivistas cuja descrição está, em linhas gerais, em consonância com as orientações defendidas por Primo. Esta autora chama a atenção para outras questões a considerar na avaliação online tais como a questão da autenticidade da identidade e autenticidade dos trabalhos apresentado. O diálogo e muitas aplicações / serviços permitem ao professor detectar fraudes, pois possibilitam estratégias que permitem mais contacto e conhecimento dos alunos. No artigo apresentado, a autora refere as vantagens e a plasticidade maior ou menor das várias ferramentas/ aplicações mais comuns utilizadas nos curso online, nomedamente: a plataforma moodle que incorpora sistemas de registo automático do percurso dos estudantes permitindo a monitorização deste, e a sua utilização em actividades de auto e hetero-avaliação. Testes de escolha múltipla, quizzes, preenchimentos de espaços lacunares, testes de verdadeiro/falso entre outros podem ser gerados automaticamente e permitir ao aluno auto-avaliar os seus conhecimentos e ter um feedback automático dos seus progressos Foruns electrónicos , sendo instrumentos essenciais na promoção do ensino colaborativo, a participação dos alunos tem de ser avaliada quanto ao nível de participação e qualidade de participação e isso constitui um desafio para os professores. Há no entanto dois modos de fazer a avaliação – manualmente ou com recursos a ferramentas já incorporadas na aplicação Conversação síncrona – chats ou VoIP , é um instrumento corrente mas a analise tem de ter intervenção humana. Portfolios digitais online – tem duas grandes vantagens: a de tornar visível o trabalho e o percurso/ evolução das aprendizagens o que permite ser um instrumento de excelência para desenvolver práticas de avaliação auto-reflexiva. Mapas conceptuais – Podem ser utilizados nas diversas fases de avaliação – diagnóstica. Formativa e conceptual Em conclusão, verificamos a necessidade de adaptar modos de avaliação das aprendizagens dos alunos ao modo de ensino aprendizagem que se pretende desenvolver nos cursos online. Em alguns casos, as modalidades mais tradicionais podem ter vantagens para o caso de alunos que tenham muitas dificuldades de trabalhar em grupo. Mas, as aprendizagem baseadas na construção colaborativa de conhecimentos precisam de novas formas de avaliação pois instituem novos papéis a desempenhar pelos agentes : professor( guia) e alunos( pesquisador/ autor). Estes formam uma comunidade de aprendizagem e agindo em comunidade também vão desenvolver formas de avaliação – autor-reflexão, autoavaliação e hetero-avaliação – que surgem naturalmente do processo de construção colaborativa do conhecimento. Enquanto que no modelo tradicional a avaliação é uma visão por fora, dos produtos conseguidos, no modelo sócio-construtivista a avaliação é um processo continuo, reflexivo e inerente ao processo de aprendizagem. Ela é também reguladora. Complementando a questão sobre os processos de avaliação, fica claro que nos modelos propostos para colocar o aluno no papel de pesquisador/autor, precisamos de trabalhar com questões problematizadoras. Apesar de não estar dito explicitamente nos textos estudados, fica claro a consciência de que estamos num processo transitório entre a avaliação tradicional centrada do produto para a prática de avaliações mais globais do processo de ensino/ aprendizagem, ou seja, uma avaliação que esteja de acordo com o processo de construção do conhecimento colectivo e individual do(s) aluno(s). Em termos práticos, porém , fica uma questão que gostariamos de levantar: Dentro de uma avaliação que vai de zero a dez, medir a evolução de um aluno no processo construtivista, pode não significar que a sua nota é uma relação directa como volume do conteúdo que ele precisa aprender e sim com a construção do seu conhecimento, sendo assim, o aluno A que alcança grau 5 na relação da aprendizagem do conteúdo, mas evoluiu mais que do aluno B que atingiu grau 8, teria na avaliação maior nota, não pelo conteúdo aprendido mas pela sua evolução no processo ensino-aprendizagem. Põe-se então a questão de como aferir critérios de avaliação justos para “ medir” essas evoluções.

 1-BARBERÀ, E. (2006) “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación”. RED. Revista de Educación a Distancia, Año V. Número monográfico VI. http://www.um.es/ead/red/M6/ 2-PRIMO, Alex (2006) “Avaliação em processos de educação problematizadora online”. In: Marco Silva; Edméa Santos. (Org.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São Paulo: Loyola, v. , p. 38-49. http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/EAD5.pdf 3-Gomes M. J. (2009) “Problemáticas da avaliação online” Actas da VI Conferência Internacional das TIC na Educação – Challenges 2009.

 

CAEL-Visibilidade e ganhos no percursos de aprendizagem (reflexão)

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 5:44 pm
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Visibildade

Visibilidade

Para abrir o debate e respondendo ao convite da professora desta U. C, referi um dos aspectos comuns aos dois artigos (1. 2) que o Marcus e eu analisamos comparativamente para esta actividade : A visibilidade

Uma das grandes vantagens que o ensino/ aprendizagem  online permite é a visibilidade do percurso de aprendizagem, quer através de discussões assíncronas, quer através dos e-portfolios (blogs)  e dai a abertura para procedimentos de avaliação mais transparentes e suportados pela comunidade de aprendizagem, que leva a desenvolver em pleno a dimensão da avaliação para a aprendizagem. Ao ler os artigos que o Marcus e eu seleccionamos para trabalhar, dei-me conta das potencialidades destas poderosas ferramentas para o desenvolvimento das competências relacionadas com a (auto) avaliação para a aprendizagem. Mas o verdadeiro poder , está na capacidade de tanto e-professores , como é-alunos as usarem nesse sentido. Não basta ter acesso a essas ferramentas. Aquilo que realmente lhes dá valor é a forma como são usadas. De qualquer forma elas são instrumentos mediáticos. O que conta na verdade são as inter-relações, ou dito de outra forma, o estabelecimento de uma comunidade de aprendizagem, concordam?

No desenvolvimento do tema , os colegas nos seus posts foram referindo aspectos que também são apontados por Vonderwell et all (1)

– a avaliação do percurso de aprendizagem e a aprendizagem partilhada ( o desenvolvimento de uma comunidade de a aprendizagem que sustenta a aprendizagem):

“…servem paralelamente para realizar uma avaliação de percurso formativo, permitem aos alunos uma aprendizagem partilhada e sustentada.” Joaquim Pinto

– o desenvolvimento de uma consciência crítica e autocrítica do trabalho desenvolvido:

…somos “obrigados” a reflectir e a analisar o nosso percurso de aprendizagem.

Assim, de forma mais consciente, podemos fazer uma auto-avaliação mais concreta e objectiva” Eduarda Rondão

– desenvolvimento de competências auto-reflexivas reguladoras da aprendizagem

“Mas os maiores trunfos da utilização destas ferramentas, são a reflexão e o registo de actividades. Ao fazê-lo obriga-nos a aprender, a associar, a reflectir, a pensar, etc” Joaquim Pinto

– estruturar e ampliar as aprendizagens:

“um fio condutor, lógico e determinado que nos leva nos faz perceber a “espinha dorsal” das aprendizagens a realizar e estender as aprendizagens a caminhos transversais” Joaquim Pinto

– avaliação final das aprendizagens realizadas:

“À medida que vamos construindo o nosso conhecimento e a nossa aprendizagem, vamos construindo a nossa avaliação” Ana Marmeleira

Questões problematizadoras da modalidade de ensino online foram levantadas tendo em conta a visibilidade e a construção da comunidade de aprendizagem bem como o papel dos seus intervenientes:

Foram referidos aspectos como:

o rigor científico.

Como pode a comunidade de aprendizagem realizar aprendizagem com rigor cientifico? A exposição ( visibilidade) não garante por si que haja rigor cientifico nos posts, mas a comunidade de aprendizagem, orientada pelo e-professor promove esse rigor científico.

– O plágio

A visibilidade também pode ser um mecanismo de combate ao plágio dado que os trabalhos estão publicamente expostos.

– O papel do e-professor

Orientador do percurso de aprendizagem  e garante de rigor científico.

Não deve intervir demasiado, mas não pode estar ausente, pois a sua presença é uma referência e um apoio para a comunidade, uma vez que ele é o expert.

– Feedback

Embora numa comunidade de aprendizagem online os alunos interajam bastante uns com os outros, o seu feedback  pode não ser suficiente para ajudar no processo de regular as aprendizagens e de desenvolver o rigor cientifico, sendo por isso a presença e intervenção do e-professor desejável e necessária

-Timidez e exposição pública:

A visibilidade inerente à publicação de posts quer nos fóruns de discussão quer nos blogs pode constituir um problema para alunos mais tímidos e é em si algo inovador face às práticas do ensino tradicional. Mas, é imperativo ultrapassar essa barreira, porque no ensino online, os alunos só conseguem marcar a sua presença social mostrando-se visivelmente através dos seus trabalhos, neste caso dos posts. Como a modalidade de ensino/ aprendizagem assenta na formação de uma comunidade de aprendizagem online, a participação de qualidade é um aspecto imprescindível no processo de aprendizagem.

“O aluno online tem de fazer esse esforço, especialmente em função do curso que está a frequentar. É uma competência que ele tem de adquirir”. Ana Marmeleira

-Convergência e divergência de pontos de vista

Esta comunidade deve ser fomentada de forma a proporcionar um clima favorável à exposição de pontos de vista. As discussões resultam de um trabalho em grupo, em que todos são responsáveis por participar, partilhando o conhecimento e manifestando abertura para opiniões diferentes. Ao responder a um colega, o estudante também aprofunda os seus conhecimentos sobre determinado assunto de forma mais vincada do que se o fizesse individualmente. Para que o diálogo resulte em aprendizagem é necessário que os aprendentes interajam entre si e com os materiais do curso a um nível profundo – o que pode ser alcançado pela facilitação pelos pares (Baran, & Correia, 2009). A facilitação por parte do formador para encorajar a participação dos estudantes opera-se pela mediação em três categorias: organizacional, social e intelectual (Baran, & Correia, 2009). Paula Silva

-Ferramentas de comunicação dentro do seio da comunidade

Os foruns de discussão e blogs são alguns dos suportes mais utilizados para o estabelecimento do diálogo no ensino online, mas a comunidade de aprendizagem deve ter liberdade para usar outras ferramentas de comunicação mediada , como e-mails, ferramentas colaborativas , etc.

-Estilos cognitvos

“O estilo das pessoas é a forma automática como respondem à informação e às situações.” Não temos consciência do nosso estilo porque nunca experimentámos outro.” (Riding, R. (2003)

Os estilos cognitivos são um aspecto interessante desta discussão que põe a questão: estilos cognitivos Vs estratégias de aprendizagem. Por um lado, temos uma definição de estilos cognitivos como algo imutável e  inerente ao indivíduo, por outro lado temos as estratégias de aprendizagem que são modos de fazer que se vão modificando, aperfeiçoando ao longo do processo de aprendizagem. Quais as consequências dessas modificações no estilo cognitivo de cada individuo? Pode o ensino online que desenvolve uma forte consciência reflexiva, ajudar a desenvolver uma maior consciência do estilo cognitvo do “ eu”  e assim influenciar a sua forma de responder à informação e às situações?

O estilo cognitivo dos alunos é um dos aspectos que devemos ter em conta ao dinamizar as actividades de aprendizagem, porque os cursos online contemplam alunos com diferentes estilos cognitivos. Mas isso é uma vantagem quando se trabalha em grupo, numa comunidade de aprendizagem, pois enriquece a nossa perspectiva pois permite desenvolver outros modos de aprendizagem. Se por um lado, partimos para as actividades com um estilo cognitivo que nos é inato, a aprendizagem em comunidade e os diferentes ambientes de aprendizagem proporcionam oportunidades para desenvolvermos novas capacidades de aprendizagem e para aperfeiçoar outras fornecendo ” alimento”, input. Tal como o Marco referiu, no ensino presencial, pelo menos na versão que experimentamos, havia o culto do silêncio e portanto poucas oportunidades de diálogo para discutirmos os tópicos. John Seely Brown falava da importância do diálogo na construção do conhecimento e no desenvolvimento de estratégias de aprendizagem. -aprendemos mais em interacção com os outros. – Neste aspecto , aprendizagem online , através de foruns de discussão é uma grande vantagem.

-Sincronia e assíncrona dos fóruns assíncronos

Quando há muitos alunos a participar ao mesmo tempo num mesmo fórum, ele aproxima-se mais da sincronia. O overload de informação torna-se mais difícil de seguir. Por isso há que recorrer a técnicas de organização dos posts para aleitura que a própria ferramenta de fóruns assíncronos permite. A leitura por sequencia hierárquica permite situar as intervenções dos alunos no contexto e seguir “ o fia à meada”, as leitura pela mensagem mais recente permite fazer uma leitura seleccionada e certificar-se que não passou nenhum post importante.

Estes foram entre outros alguns aspectos que me pareceram bastante interessantes e que problematizam os procedimentos, comportamentos dos alunos interagindo e desenvolvendo uma comunidade online.