Helena Prieto’s Blog

Just another WordPress.com weblog

MICO:Paradigmas, metodologia e estudo de caso Janeiro 24, 2011

Filed under: MICO — helenaprieto @ 8:09 pm
Tags: , ,

Do paradigma à metodologia: O estudo de caso
Um paradigma é um conjunto de orientações e procedimentos gerais e característicos e abrangentes que caracterizam um certo modo de proceder. É, segundo Thomas Kuhn(1), um modo de ver ou entender o mundo, neste caso um modo de fazer ciência.
Dentro de um determinado paradigma podemos ver várias metodologias de investigação.
Podemos dizer que um paradigma é um referencial para a investigação, um conjunto de orientações metodológicas onde se inspira o investigador. (2)Assim, podemos ver que existem três grandes paradigmas de investigação cientifica: o positivista, o interpretativo e o sócio critico. ( ver o post anterior)

estudo de caso

estudo de caso

Clara Coutinho e José Chaves num artigo intitulado Investigação em tecnologia educativa na universidade do Minho,uma abordagem temática e metodológica às dissertações concluídas nos cursos de mestrado em educação (3), chamam a atenção para a diferença entre o nível do paradigma e o nível metodológico. Quanto ao primeiro, podemos referir a orientação geral que é consubstanciada nos procedimentos ou seja na aplicação de determinados métodos. Assim, estes autores referem que a nível metodológico podemos ter essencialmente estudos quantitativos e estudos qualitativos. No entanto, há estudos que não se podem enquadrar nesta tipologia, pelo que se irão designar de estudos mistos.
O estudo de caso não é um paradigma, mas sim uma metodologia de investigação, um tipo de pesquisa com características próprias e que a literatura situa normalmente dentro do paradigma interpretativo.
A natureza experimental de que se reveste um estudo de caso, reverte em termos de paradigma para o quantitativo. No entanto, o estudo de caso insere-se no paradigma qualitativo e caracteriza-se por “incidir numa unidade dentro de um sistema mais amplo”, sendo por isso sempre original e único ( 4). Isto significa que não é passível de ser repetido. Como características do estudo de caso podemos registar as seguintes:
– centra-se num contexto único;
– visa a descoberta;
– procura retratar a realidade de forma completa e profunda;
– usa grande variedade de fontes de informação;
– revela experiência vicária
-Permite generalizações qualitativas
-Procura representar diferentes pontos de vista
-Em comparação com relatórios de pesquisa, utiliza uma linguagem mais acessível.

Todavia , Clara Correia, explica que o estudo de caso por poder assumir um grande leque de características insere-se melhor no paradigma misto. (5)

Webgrafia:
(1) Noção de paradigma . Thomas Kunh
http://filosofia.projectos.esffl.pt/T_Khun/Paradigmas_Khun.pdf
(2) A perspectiva sócio-critica http://liveeducation.wordpress.com/2007/02/20/perspectiva-socio-critica/
(3) Clara Coutinho e José Chaves (2000),Investigação em tecnologia educativa na universidade do Minho,uma abordagem temática e metodológica ás dissertações concluídas nos cursos de mestrado em educação http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/7365/1/Texto%20Com%20Lx%20Nov%202.pdf
(4) Ivanderson Pereira ,(2008) Pesquisa em educação, abordagens qualitativas http://www.slideshare.net/ivanderson/pesquisa-em-educao
(5) Clara Coutinho e José Chaves (2002) O estudo de caso na investigação de tecnologia educativa em Portugal in Revista Portuguesa da Educação, 15(1), pp. 221- 243 disponível em http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/492/1/ClaraCoutinho.pdf acedido em 25 de Novembro de 2010

 

MICO:Paradigmas- desenvolvimento da investigação cientifíca

Filed under: MICO — helenaprieto @ 8:07 pm
Tags: , ,
paradigmas

paradigmas

Existem três paradigmas da investigação: O positivista, o interpretativo e o crítico.
O paradigma positivista tem origem na metodologia de investigação própria das ciências naturais. As suas características mais marcantes são:
1. A procura da objectividade;
2. Controlo e manipulação
3. Generalização
4. Previsão
5. Casualidade
6. Quantificação em grande escala.
O paradigma interpretativo é representativo dos estudos sociais. As suas características mais marcantes são a subjectividade e a intencionalidade; é circunscrito a um contexto específico, é ideográfico; é específico e não generalizável, visa a compreensão e a interpretação, é fluido e mutável e aberto a múltiplas perspectivas.
Esta metodologia obedece aos seguintes passo:
Identificação de um tópico; revisão da literatura; estabelecimento do design da pesquisa; recolha e análise da informação, elaboração de um conceito ou teoria; relatório das conclusões.
Os métodos naturalistas aplicam-se à etnografia; as suas fontes são a observação, entrevistas, documentos e narrativas e descrições detalhadas.
O paradigma crítico resulta da consciência dos limites dos dois paradigmas anteriores.
No campo da investigação educacional, em particular, observa-se a dificuldade de aplicar metodologias de investigação próprias das ciências naturais. Mas as metodologias interpretativas também nem sempre apresentam conclusões fiáveis.
http://cw.routledge.com/textbooks/9780415368780/A/Ch1.asp
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/ichagas/mi2/Fernandes.pdf
http://sites.google.com/site/grupometodologiaste/Home/paradigmas-de-investigacao
http://adrodomus.blogspot.com/2008/06/paradigmas-e-mtodos-de-investigao-em.html

Embora haja uma multiplicidade de modelos de investigação, a investigação científica segue determinados passos que são fundamentais para o desenvolvimento e validação do processo de investigação. No powerpoint que se segue, apresentam-se essas estapas.

Este slideshow necessita de JavaScript.