Helena Prieto’s Blog

Just another WordPress.com weblog

CAEL – Reflexão final Fevereiro 19, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 6:02 pm
Tags: , , ,
reflexão

reflexão

Numa tentativa de organizar os posts e algumas reflexões adicionais, elaborei um portfolio, onde ficam mais arrumadinhos os textos de reflexão produzidos no decurso da Unidade Curricular  Concepção e Avaliação em E- Learning.

O meu e-portfolio

A organização do portfolio, obrigou a um trabalho de revisão e ao repensar dos conteúdos e dos métodos de trabalho.Fazendo o ponto da situação, chegui à conclusão de que precisava de uma melhor organização dos conteúdos para que eu própria tivesse uma noção mais clara do percurso efectuado e compreender melhor o fio condutor para estruturar as minhas aprendizagens pessoais. A publicação dos posts com algumas reflexões não foi sistemática,mas procurei ser coerente e mostrar aprendizagens realizadas e modos de trabalho. Fiquei contente com os comentários do Marco Freitas, porque compreendo que este trabalho também é útil para a comunidade de aprendizagem.

 

CAEL-Reflexão pessoal Fevereiro 17, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 9:08 pm
Tags: , ,
umateia de factores de sucesso
Teia de factores de sucesso

As leituras realizadas da bibliografia indicada e de outra sugerida pelos colegas ou pesquisa para aprofundar alguns aspectos que mais me suscitaram curiosidade foram fundamentais para o desenvolvimento das aprendizagens nesta UC, onde se pretendeu tomar consciência da teia de factores que influem na concepção de cursos online de qualidade e da sua interligação para promover também o sucesso da formação. Observamos, que nem sempre a qualidade e o sucesso são factores directamente associados, numa relação de causa /consequência. No entanto, a qualidade do design, do apoio e da comunicação entre os elementos envolvidos são elementos essenciais na promoção da qualidade e do sucesso dos alunos. Estes aspectos são mencionados quer na literatura, quer nos nossos fóruns de discussão, onde partilhamos ideias, pontos de vista e experiências de aprendizagem.  

Os fóruns de discussão foram um elemento fulcral para a aprendizagem, pois neles são postas dúvidas, questões, e levantados problemas, que fornecem novas perspectivas sobre os assuntos em estudo, gerando assim uma importante fonte de conhecimento motivadora da reflexão. A dinâmica da comunidade de aprendizagem gerada desta forma foi um elemento essencial no desenvolvimento da aprendizagem individual. A visibilidade do processo, a comunicação assíncrona permite pensar, reformular os textos produzidos desenvolvendo-se assim uma maior capacidade de reflexão e de auto-regulação das aprendizagens. O processo sempre interactivo de leitura/escrita, inerentemente obriga ao desenvolvimento de competências de escrita e de estruturação do pensamento e consequentemente dos textos produzidos. A partilha de experiências relativamente ao processo de adaptação e de desenvolvimento do percurso de aprendizagem em ambiente online ajuda a eliminar a sensação de isolamento e a nos sentirmos mais integrados. A presença próxima do e-professor, orientador e condutor do percurso ajuda a essa integração. No ambiente online, onde toda a interacção é mediada por computador e a comunicação normalmente assíncrona, a presença social activa dos elementos do grupo de trabalho, do e-professor são indispensáveis para ultrapassar a barreira física da distância. Estes foram nesta UC os aspectos chave e os factores de qualidade que mais destaco.

Quanto a condições e saberes do perfil do aluno, destaco a vontade de aprender e de arriscar, explorar novos ambientes e formas de aprender; uma atitude exploratória para ir mais além, para ultrapassar as dificuldades que se encontram ao longo do percursos. Aprender é um investimento em nós próprios e nos outros. Em termos práticos, aprender online requer uma boa gestão do tempo, em especial no caso de trabalhadores estudantes e uma noção mais realista dos objectivos pessoais de aprendizagem. Como a maior parte da comunicação é escrita, os textos têm de ser lidos e este ciclo comunicacional de leitura/ escrita é bastante exigente em termos de tempo. Os ambientes de aprendizagem virtuais exigem também domínio progressivo das tecnologias e a aprendizagem de procedimentos novos ou de uma transposição de procedimentos para novas situações. Em termos pessoais, as minhas competências de escrita e leitura, de reflexão e auto-crítica foram bastante desenvolvidas, assim como as competências técnicas no domínio de algumas ferramentas de comunicação assíncrona. Em muitos aspectos, houve um “revamp” de competências de aprender a aprender, pois a modalidade de trabalho de grupo online assim o exige.

Quanto à liberdade de escolha de temas ou de percursos de aprendizagem a seguir, penso que este curso têm muita qualidade, pois permite que cada aluno faça o seu percurso pessoal de uma forma interligada e construtiva. E constato que os ambientes online são mais propícios para a aprendizagem destas competências, pois a comunicação assíncrona permite pensar, reflectir e construir textos mais estruturados. Isso também disciplina o pensamento e estrutura-o.  

Em termos de formas de avaliação, destaco a avaliação para a aprendizagem e avaliação da aprendizagem. A primeira porque permite uma maior consciencialização do percurso realizado e a realizar, obrigando a uma constante auto-reflexão crítica e auto-regulação dos processos de aprendizagem por parte do aluno – o aprender a aprender –. Na sociedade actual, essa é uma competência essencial a desenvolver. Se por um lado, aprender online exige uma transposição de procedimentos mais característicos da aprendizagem presencial, por outro lado há medida que se torna mais parecido com o presencial (com a incorporação dos trabalhos de grupo, comunicação síncrona, por exemplo) é preciso desenvolver diferentes competências quer de modos de trabalho, quer técnicas.

A segunda forma de avaliação é institucional e socialmente importante, pois é desta forma que os conhecimentos adquiridos são reconhecidos e esse processo legitima as aprendizagens aos olhos da sociedade.

A avaliação não se resume apenas ao lançar dos resultados, é necessário haver investigação dos procedimentos, observar e divulgar boas práticas num movimento ascendente de procura de melhorar a qualidade do ensino/aprendizagem online. Por isso, e pelo facto desta modalidade de ensino/ aprendizagem ser relativamente nova, este é um campo de investigação essencial – Investigar a avaliação/ melhorar a qualidade.

 

CAEL – A qualidade no ensino aprendizagem em contexto online: uma teia de factores Fevereiro 4, 2011

Filed under: CAEL — helenaprieto @ 7:29 pm
Tags: , , , ,
umateia de factores de sucesso

Teia de factores de sucesso

No forum de discussão foram levantadas várias questões relativas aos factores de qualidade num curso online. Ficou claro que um curso online pode ter  um design instrucional de qualidade , mas isso, por si só  não é garantia do sucesso do curso. De facto há toda uma ” teia ” de factores que promovem a qualidade e o sucesso:

-o desing do curso tendo em conta os recursos da instituição e disponibilidade financeira;

– a credibilidade e o prestígio da instituição;

– a qualidade dos materiais pedagógicos;

– a qualidade de interacção entre os intervinientes ( professor/ aluno; aluno/ alunos)

– as actividades propostas e modos de as operacionalizar de forma a que os alunos se sintam motivados e interessados;

– o perfil de partida dos formando, considerando os seus interesses e competências

– a disponibilidade da turma para resolver colaborativamente as actividades solicitadas;

– as competências pedagógicas, científicas e tecnológicas do professor;

– o funcionamento amigável do sistema de suporte para o ensino online;

– facilidade de acesso aos materiais de estudo;

– facilidade de acesso 7/24h em todo o lugar;

– para o aluno é necessário possuir e saber usar equipamento tecnológico adequado.

….

Todos estes factores se conjugam, entreligam e deles depende o sucesso das aprendizagens e obviamente a qualidade dos cursos.

Como medir a qualidade dos cursos online? Sob que perspectiva? Da instituição ou dos alunos?

Para medir a qualidade dos cursos online há parâmetros e linhas orientadoras, estas podem incluir ou não o feedback dos alunos.

Há inclusivamente instituições que regulamentam os procediementos e aferem o grau de qualidade dos cursos online  como European Quality Observatory (EQO) (Observatório Europeu da Qualidade) para a promoção da qualidade para o E-learning.

Podemos observar que não há factores determinantes por si, mas existem os chamados factores chave  e os críticos .

Comentário meu:

A questão da avalição é sempre bastante complexa, porque ela própria é uma medida ou melhor uma referência para o sucesso. Mas será que há uma relação directa entre a qualidade de ensino e o sucesso de um percurso de aprendizagem?

Penso que esta é uma questão em aberto. Os factores de sucesso do percurso de formação não dependem só da qualidade do curso, mas também da motivação e do empenho do formandos. Isto parece-me que é uma verdade que se pode generalizar porque penso que é verdade para todos os processos de aprendizagem , independentemente de serem ou não feitos online. O que acontence é que o ensino/ aprendizagem online é uma inovação e a tecnologia permite incluir novos modos , talvez mais apelativos e holisticos de veicular a informação e também de interagir.

De todos os factores promotores de sucesso (entendendo como factores de sucesso tudo o que serve para motivar o formando e facilitar a sua aprendizagem) destaco o design amigável e visualmente atraente que permita um acesso simples e uma utilização correcta e intuitiva das plataformas ou outros ambientes virtuais de aprendizagem; a multiplicidade de formas de mostrar o conteúdo ( texto, som e imagem) de modo a abranger os vários tipos de aprendente; o acompanhamento e o feedback dos pares e professores. No desenho dos cursos online este aspecto, na minha opinião,  é crucial para que a interacção seja mais real. No entanto, nada disto será por si só determinante no sucesso dos formandos se estes não se empenharem, mas podem ser considerados aspectos para aferir da qualidade do curso.

O modelo conceptual de Klein et al (2006) aponta também para as características do formando enquanto elemento fulcral no sucesso final do curso.

Também penso que é necessário ter em conta alguns factores externos a todo o processo de ensino/ aprendizagem online que podem influenciar a qualidade e o sucesso final como por exemplo o prestígio de uma determinada instituição ou professores, o carácter inovador ou o desafio que representa para o formando ou o ” espírito do tempo” ou por outras palavras, a moda.

Penso que mais do a tecnologia fantástica, o design maravilhoso e apelativo, o que realmente faz uma grande diferença é a qualidade da interrelação que se vai construindo pelos actores no processo – os e-professores e os e- alunos-, a sua motivação, capacidade de entre ajuda e sensibilidade para perceber o outro e chegar até ele, em suma o diálogo pedagógico e o apoio que se dá e recebe, em suma a dimensão humana de todo o processo é sempre a chave do sucesso. E essa dimensão humana  é , já em si, uma enorme e complexa teia, em especial quando se trabalha com metodogias colaborativas de produção de conhecimentos em que os próprios entervenientes são também portadores de informação e conteúdos em permanente interligação.

Bibliografia: 

PENNA, Maria Pietronilla & STARA, Vera (2008) “Approaches to E-learning quality Assessment”. http://isdm.univ-tln.fr/PDF/isdm32/isdm_pietronilla.pdf

WISENBERG, Faye & STACEY, Elizabeth (2005) “Reflections on teaching and Learning Online:Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective”. Distance Education Vol.26, Nº3, (385-404). http://casat.unr.edu/docs/Weisenberg2005.pdf