Helena Prieto’s Blog

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MICO:Balanço da actividade 1 – uma reflexão Janeiro 24, 2011

Filed under: MICO — helenaprieto @ 9:54 pm
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Who are you?

Who are you?

Nesta actividade tive de lidar com conceitos totalmente novos para mim e tentar fazer algum sentido deles.  O trabalho realizado em colaboração com os meus colegas e posteriormente nos fóruns de discussão ajudaram a clarificar alguns conceitos e esclarecer muitas dúvidas, nomeadamente como se passa do nível do paradigma , para o da metodologia. Até ler um texto de Clara Coutinho e José Chaves, não conseguia perceber bem essa distinção.  Em termos gerais o paradigma, termo que se não me engano foi inventado por Thomas Kuhn, refere-se a um “ framework”, um referencial, a partir do qual são delineadas as metodologias.

Quanto ao estudo de caso, a sua definição também não é clara e unívoca pois a literatura apresenta muitas definições, pelo que  pode lançar confusão, até porque estamos no fórum a expor as nossas ideias com base nas leituras efectuadas e muitas delas não são consensuais. De qualquer forma os fóruns são bastante úteis para problematizar as questões e podermos percebê-las de vários ângulos, que são as visões/ entendimento dos colegas. Isto é sempre enriquecedor.

Um outro artigo , também de Clara Coutinho e José Chaves , disponibilizado pela colega Eduarda Rondão, foi crucial para compreender o porque da confusão e da dificuldade de entender o que é um estudo de caso. Através deste artigo compreendi que um estudo de caso, não tem de estar obrigatoriamente associado a um paradigma pré- definido, porque é a metodologia (alguns autores preferem chamar estratégias) de investigação que vai determinar o paradigma a inserir o estudo de caso em particular. Também percebi que embora pareça à partida incluir  uma miscelânea de estratégias de recolha de dados, este tipo de investigação têm de ser muito bem elaborado para ser válido. Mais importante do que saber em que paradigma inserir o estudo de caso é saber estruturá-lo. Os autores sintetizam alguns procedimentos bastante úteis para um investigador que pretenda fazer um estudo de caso, nomeadamente:

  • A definição clara do caso e a delimitação das suas fronteiras
  • Descrição pormenorizada do contexto em que o caso se insere
  • Justificação da pertinência do estudo e quais os objectivos gerais que persegue Identificação da estratégia geral,
  • identificando a opção por caso único ou múltiplo
  • Definir qual vai ser a unidade de análise
  • Fundamentação dos pressupostos teóricos que vão conduzir o trabalho de campo
  • Descrição clara de como, por quem e quando os dados vão ser recolhidos
  • Descrição pormenorizada da análise dos dados Justificação da lógica das inferências feitas ( se aplicável)
  • Descrição dos critérios que aferirão a qualidade do estudo

No que se refere a elaboração do fluxograma penso que a equipa fez um excelente trabalho, Esta actividade também foi uma total novidade para mim, pois nunca antes tinha usado fluxogramas. Através das actividades desenvolvidas apercebi-me de que um fluxograma, mais do que uma representação visual do processo, representa o entendimento das pessoas, neste caso da equipa. O processo de construção envolveu muita troca de opiniões e decisões para se chegar a um consenso quer na produção do fluxograma, quer numa fase de avaliação onde cada membro numa sessão de chat no gtalks apresentou a sua interpretação.

Na elaboração do fluxograma, apercebi-me das variantes possíveis, tendo em conta o campo de estudos em que se apresenta a tese, se é financiada ou não. Em suma, para além do entendimento do percurso, observamos alguns fluxogramas relativos a vários tipos de estruturação das diferentes fases de elaboração de uma investigação até chegarmos à fase final do nosso trabalho.

Como o tempo que pude dedicar a estas actividades não foi o que precisava ou seria desejável, foi graça a colaboração e compreensão dos meus colegas de equipa que ultrapassei muitas das dificuldades sentidas inicialmente.

 

MICO:Análise da estrutura formal de uma tese

Filed under: MICO — helenaprieto @ 9:50 pm
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Depois da análise da estrutura da tese, chega-se à conclusão que esta se encontra em conformidade com os pressupostos organizativos deste tipo de texto bem como dos seus objectivos.
Enquanto estudo de caso, ela visa responder à viabilidade de se implementar novos métodos de avaliação mais holísticos e centrados no aluno, valorizando o processo de aprendizagem sobre o produto da aprendizagem e a promoção de uma maior consciencialização sobre o aprender a aprender. É também inovadora, no sentido em que propõe enquadrar os objectivos num campo novo – a aplicação de uma plataforma, a Moodle, – do domínio das novas tecnologias como suporte para desenvolver o projecto de investigação.
A nível de estruturação externa ela obedece globalmente às regras de estruturação de uma tese de mestrado. Como podemos ver pela seguinte check list que corresponde aos elementos a contemplar numa tese segundo que vem especificado no site dos Serviços de Documentação e Informação:
Uma tese deve conter os seguintes dados pela ordem indicada:
Itens a considerar sim não Comentário
• Título e o subtítulo (se aplicável) da tese;
X Não tem subtítulo
• Nome completo do(s) autor(es), seguido das respectivas qualificações e distinções (se pretendido);
x Não menciona respectivas qualificações e distinções
• Nome e localização da instituição onde a tese é apresentada;
x
• Departamento, faculdade ou organização onde a investigação se realizou;
x
• Nome dos supervisores ou orientadores (1);
x
• Grau académico e especialidade a que se candidata;
x Infere-se pelo facto de este trabalho ser uma tese de mestrado
• Data de entrega e de defesa da tese;
x Junho 2007
• Local e data de publicação (se aplicável).
x É recomendável que as teses tenham um ISBN na página de título ou no seu verso (DGQ 1986; ISO 1988). Esse elemento deve ser solicitado pela instituição onde a tese é apresentada.

O resumo:
Itens/ regras sim comentário
• O resumo deve ficar localizado entre o conjunto título/identificação dos autores e o texto principal da tese;
x
• É recomendada uma extensão máxima de 500 palavras para resumos de teses, devendo preferencialmente caber numa página só;
x O texto fica apenas numa página é tem cerca de 200 palavras
• No início do resumo deve-se começar com uma frase que condense a ideia principal da tese, a menos que isso já esteja expresso no título da mesma;
x Fica claro o tipo de estudo/ experiência que a autora pretende desenvolver, bem como o publico alvo
• Quanto à redacção, deve-se usar verbos na voz activa para tornar o texto mais claro, breve e eficaz;
x
• Deve-se seguir um estilo conciso e objectivo para que o leitor do resumo fique esclarecido quanto ao conteúdo da tese sem precisar de a consultar.
x O resumo apresenta uma versão ampla e clara do conteúdo da tese
• A obrigatoriedade de inclusão de versões em Inglês ou Francês do resumo está normalmente dependente do regulamento dos cursos, no entanto é uma boa opção incluir pelo menos a versão em Inglês, visto que contribuirá para uma divulgação mais ampla da tese. x Resumo com versão em Francês
Conteúdos do resumo sim comentários
• Objectivos principais e tema ou motivações para a investigação;
Cap I e II
• Metodologia usada, quando necessário para a compreensão do texto;
Cap III
• Resultados: analisados de um ponto de vista global; Cap.IV

• Conclusões: consequências dos resultados e ligação aos objectivos da investigação; Cap.V

• Informação marginal que não esteja directamente relacionada com o assunto, mas que seja relevante indicar embora sempre de forma clara e objectiva. Cap. IV

sim não comentários
Agradecimentos
São feitos agradecimentos aos orientadores e a outras pessoas que ajudaram na investigação e na preparação da tese x São feitos os agradecimentos, mas não se separam família, amigos e instituição.
Indice ou sumário
Fornece uma vista completa da estrutura do documento. Deve listar os títulos das principais subdivisões da tese e dos anexos que existam, com a indicação das páginas de início respectivas x
Listas de ilustrações e de tabelas
Se aplicável. Estas listas devem incluir todas as ilustrações, mapas, tabelas, etc., identificadas com as respectivas legendas e páginas de início.
x
Listas de abreviaturas e símbolos x Não aplicável
Glossário
Se aplicável. Todos os termos que requeiram uma explicação devem ser incluídos num glossário.
x
Introdução
Na introdução deve ser feita uma apresentação da tese, globalmente e capítulo a capítulo. Aborda o problema “questão” a ser investigada e define os objectivos genéricos da tese. Tendo sempre presente o leitor, é na introdução que se deve captar o seu interesse para os capítulos seguintes.
x Cap. I -Apresentam-se as motivações; apresenta-se o estudo de caso e refere-se a importância do estudo, define-se os objectivos e a organização da tese
Revisão da literatura
A revisão da literatura contextualiza o problema ou questão investigada através da revisão do que já é conhecido ou pensado sobre o tópico em causa. Deve ser selectiva e capturar a essência do conhecimento actual, comentando criticamente as aspectos interessantes e as inconsistências detectadas na literatura analisada.
x Cap. II- È apresentada suporte da literatura para consolidar a posição assumida pela autora de que é necessário mudar modos de avaliação sendo a metodologia do portfolio o instrumento de mudança seleccionado, mais concretamente o portfolio electrónico
Materiais e Métodos
Os materiais e métodos diferem bastante consoante o tipo de tese, podendo não existir em casos de teses mais teóricas. No caso de um processo de investigação experimental, os materiais e métodos utilizados devem ser descritos com detalhe suficiente por forma a que outros possam ser reproduzir as experiências efectuadas x Cap III. Apresenta a metodologia adoptada e faz a descrição do estudo e do seu desenvolvimento. Apresenta e caracteriza a unidade de estudo e especifica o carácter inovador deste.
Resultados
Os resultados devem ser apresentados objectivamente e sempre que possível separados da Discussão, uma vez que há a tentação de misturar factos com opiniões. O trabalho é melhor entendido quando os resultados (medidas, observações, percepções) são separados da discussão (inferências, opiniões e conjecturas). Contudo, nem sempre esta divisão entre resultados e discussão em capítulos é possível, dependendo do assunto investigado.(Chandrasekhar 2002)
x Cap IV – A autora faz a apresentação e a análise dos dados, situando as metodologias no contexto de observador particicipante, recorre á métodos qualitativos para garantir a transparência e a imparcialidade dos dados apresentados.
Discussão
É na discussão que os resultados do trabalho experimental são comentados, sendo por isso acrescentado valor ao trabalho.
x Capitulo IV e V
A discussão dos resultados acrescenta valor o trabalho realizado na medida em que se promove a transparência e a imparcialidade da sua interpretação, com vista à generalização.
Conclusões
As conclusões sintetizam e proporcionam uma perspectiva unificadora do trabalho efectuado. Poderá ser feita uma breve referência a trabalhos de outros e ao novo conhecimento que resultou do trabalho efectuado, bem como sugestões de trabalho futuro para gerar novo conhecimento. As conclusões devem bater certo com as ideias expostas na introdução x Cap 5
Elementos finais Comentários
Lista de referências bibliográficas Todos os documentos citados no texto devem constar da lista de referências bibliográficas. Esta lista deve figurar numa página independente, após o texto principal, precedendo figuras e tabelas se estes estiverem agrupados em conjunto. Todos os documentos não citados no texto, mas considerados informação suplementar devem ser listados num anexo designado de “Bibliografia”.
Anexos ou apêndices
• Os anexos podem incluir informação mais detalhada, uma explicação mais extensiva de métodos e de técnicas que são sumariadas no texto, leituras sugeridas e outra informação que não seja essencial para a compreensão do texto principal.
• A paginação dos anexos deve ser consecutiva e continuar a paginação do texto principal. Para identificação de cada anexo deve-se colocar uma letra maiúscula do alfabeto precedida da palavra “Anexo”.
• A divisão das partes dos anexos deve ser consistente com as do texto principal, devendo a sua numeração ser reiniciada em cada anexo. Cada anexo deve começar numa nova página. São incluídos anexos relativos aos questionários fornecidos aos alunos e autorizações dos E.E
Índices remissivos
A apresentação de índices deve estar conforme a ISO 999. Cada índice deve iniciar-se numa nova página. O tipo de índice deve ser claramente indicado no seu título: geral ou especializado (por assuntos, nomes geográficos, etc).

Outros aspectos formais sim não comentários
Paginação
As páginas devem ser numeradas consecutivamente, incluindo as páginas em branco, em números árabes, mesmo se a tese for publicada em vários volumes. As páginas de título são contadas, mas não são numeradas.
A Capa é opcional, mas se existir deve conter os elementos essenciais da tese: o título e o(s) nome(s) do(s) autor(es).
O texto principal deve começar na face da folha e deve ser dividido em partes numeradas: capítulos, secções e subsecções, não sendo recomendável criar-se mais níveis para além dos indicados. A numeração das partes da tese deve estar conforme a normas nacionais e internacionais (IPQ 1989; ISO 1978), devendo cada secção começar numa nova página. Os termos usados para designar as várias partes, secções e subsecções da tese devem-se manter ao longo de todo o documento.
X

X

x

Notas
Deve-se evitar o uso de notas ou reduzi-las o mais possível.
x As notas apresentadas são informação complementar. São bastante reduzidas e pertinentes.
Figuras e tabelas
• Devem ser colocadas junto da primeira menção que lhes é feita no texto. Mas quando a tese contém apenas algumas páginas de texto e muitas figuras e tabelas ou quando há várias menções no texto à mesma figura ou tabela, estas devem ser inseridas numa sequência numérica depois do texto.
• Deve-se assegurar a boa legibilidade das figuras e tabelas, mesmo quando reduzidas. Cada figura e tabela deve ter um título e uma legenda, apresentados na horizontal e sem moldura.
• O título das tabelas deve aparecer no seu topo e depois da numeração árabe que lhe for atribuída.
• A legenda das figuras deve aparecer no seu fundo e depois da numeração árabe que lhe for atribuída.
• Quando for feita menção no texto a figuras ou tabelas, os seus respectivos números devem ser precedidos ou seguidos das designações “Figura” ou “Tabela”, ou outras equivalentes (ou abreviaturas).
• A fonte de figuras e tabelas não originais deve ser sempre indicada.
• A numeração das figuras e tabelas deve ser consecutiva, independentemente do seu tipo, mas de forma separada.
• No caso das figuras e tabelas dos anexos, a sua numeração deve ser precedida da letra identificadora do respectivo anexo.
X

X

x

É sempre utilizada numeração romana

Uma vez que esta tese é um estudo de caso, verificamos se está de acordo com os parâmetros definidos por Clara Coutinho e José Chaves (2)
Parâmetros sim não comentários
A definição clara do caso e a delimitação das suas fronteiras x
Descrição pormenorizada do contexto em que o caso se insere x
Justificação da pertinência do estudo e quais os objectivos gerais que persegue x
Identificação da estratégia geral, identificando a opção por caso único ou múltiplo x
Definir qual vai ser a unidade de análise x
Fundamentação dos pressupostos teóricos que vão conduzir o trabalho de campo x
Descrição clara de como, por quem e quando os dados vão ser recolhidos x
Descrição pormenorizada da análise dos dados
Justificação da lógica das inferências feitas ( se aplicável) x
Descrição dos critérios que aferirão a qualidade do estudo x

(1) Serviços de informação documental – Como estruturar uma tese http://metis.fe.up.pt/gap/index.php/Estruturacao:teses:estruturar
(2) Coutinho, Clara e Chaves, José (2002) O Estudo de Caso na Investigação em Tecnologia Educativa em Portugal in Revista Portuguesa da Educação, ano/ vol. 15, nº 001, Universidade do Minho, Braga, Portugal,pp. 221-243 , disponível em http://redalyc.uaemex.mx/pdf/374/37415111.pdf ,acedido em 12 de Nov. 2010